A respeito dos tumores de próstata de baixo risco, é corret...

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Q4069943 Medicina
A respeito dos tumores de próstata de baixo risco, é correto afirmar que
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em doença localizada de baixo risco, a vigilância ativa é opção padrão/preferencial segundo as diretrizes citadas na base, com seguimento protocolado e biópsias repetidas; isso torna correta a alternativa B e invalida as opções que negam biópsia de controle, superestimam necessidade de tratamento ou desconsideram progressão histológica.

Tema central: Vigilância ativa prostática
Análise das alternativas
A
Errada
Erra a estratificação de risco. Baixo risco clássico é PSA <10 ng/mL, estádio clínico T1-T2a e Gleason ≤6, correspondente a ISUP Grade Group 1. A alternativa amplia incorretamente para PSA <12 ng/mL e T2b e ainda comete erro conceitual ao dizer que Gleason ≤6 corresponde a ISUP grupo 2; Gleason 6 corresponde a ISUP grupo 1. Esse conjunto mistura critérios de baixo risco com risco intermediário favorável.
B
Certa
A alternativa B está correta porque expressa o princípio central do manejo do câncer de próstata de baixo risco: evitar sobretratamento sem perder a janela de tratamento curativo. Segundo as diretrizes EAU e AUA/ASTRO referidas na base, a vigilância ativa é conduta válida e frequentemente preferencial nesses casos, desde que haja seguimento adequado. O fundamento médico específico é que, nessa faixa de risco, a probabilidade de progressão clínica relevante e a mortalidade específica permanecem baixas no curto e médio prazo sob monitorização protocolada.
C
Errada
Está incorreta porque a biópsia faz parte da vigilância ativa. Pela base, vigilância ativa não é acompanhamento apenas com PSA, imagem ou exame clínico; exige PSA seriado, toque retal e biópsias repetidas. Excluir a biópsia é tecnicamente inadequado porque ela detecta subamostragem inicial e reclassificação histológica. Além disso, a base não sustenta ultrassonografia como substituta da biópsia no seguimento.
D
Errada
Está incorreta por transformar em regra geral uma taxa fixa elevada de necessidade de tratamento curativo após 10-15 anos. A base afirma que muitos pacientes permanecem longos períodos sem tratamento definitivo e que cifras fixas universais desse tipo são inadequadas, porque as coortes de vigilância ativa são heterogêneas. Portanto, a alternativa superestima a conversão para tratamento.
E
Errada
Está incorreta porque upgrading histológico em nova biópsia, como Gleason 3+4 ou superior, é justamente sinal relevante de reclassificação de risco. Pela base e pelas diretrizes citadas, progressão histológica é achado que costuma motivar discussão de tratamento curativo. Ignorar esse dado e manter a vigilância ativa sem reavaliação é conduta potencialmente inadequada nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: chamar ISUP grupo 2 de equivalente a Gleason 6 e tratar vigilância ativa como simples observação sem biópsias de controle.
Dica para questões semelhantes
  • Para baixo risco clássico, confira o trio: PSA <10 ng/mL, T1-T2a e Gleason ≤6, que corresponde a ISUP grupo 1.
  • Vigilância ativa só é correta quando houver seguimento estruturado; PSA isolado ou imagem isolada não definem esse protocolo.
  • Nova biópsia com upgrading histológico muda a avaliação de risco e pode indicar transição para tratamento curativo.

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