À luz da teoria da ação comunicativa de Habermas, a comunica...
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era a associação entre legitimidade democrática e racionalidade comunicativa, em contraste com alternativas fundadas em controle, eficiência instrumental ou persuasão.
- Se o enunciado associar Habermas à legitimidade democrática, procure alternativas centradas em entendimento mútuo, deliberação e processo dialógico.
- Elimine opções fundadas em controle, influência unilateral ou gestão do comportamento alheio, porque isso indica ação estratégica.
- Elimine opções que priorizem eficiência de meios e fins quando a cobrança for legitimidade, porque isso aponta racionalidade instrumental.
- Não confunda publicidade ou transparência posterior com legitimação comunicativa da decisão.
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Harbermas distingue dois tipos de racionalidade:
- Racionalidade instrumental/estratégica: voltada a fins, típica da economia e da política tradicional.
- Racionalidade comunicativa: voltada ao entendimento mútuo, baseada em diálogo e consenso.
- Na gestão pública, o que garante legitimidade democrática não é apenas a eficiência administrativa, mas a capacidade de envolver os cidadãos em processos de deliberação.
Aplicação na Gestão pública:
- Não basta governabilidade (controle estratégico da informação).
- Não basta eficiência administrativa (instrumentalidade).
- O que se exige é deliberação pública, em que diferentes atores possam participar, argumentar e chegar a consensos.
- Isso fortalece a esfera pública e legitima as decisões do Estado.
Alternativas:
- A – Controle estratégico da informação → reduz participação, não gera legitimidade.
- B – Eficiência instrumental → importante, mas insuficiente para democracia.
- C – Comunicação estratégica unilateral → é persuasão, não diálogo.
- D – Centralização decisória com publicidade posterior → transparência tardia, sem participação.
- E – Processos dialógicos baseados na racionalidade comunicativa → correta, pois reflete a essência da teoria de Habermas.
“A racionalidade comunicativa se realiza quando os participantes de uma interação buscam o entendimento mútuo e não apenas o sucesso individual.”
Habermas. Teoria da Ação Comunicativa (1981):
“A legitimidade democrática depende de processos de formação da opinião e da vontade que se orientem pela racionalidade comunicativa.
Direito e Democracia: Entre Facticidade e Validade (1992)
Bons estudos
Pv 21:31
Teoria da ação comunicativa (Jürgen Habermas):
- racionalidade instrumental;
- argumentação racional;
- buscando na comunicação e na intersubjetividade a possibilidade de construção de consensos no mundo contemporâneo.
Gabarito: letra E.
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A correta é a E) processos dialógicos baseados na racionalidade comunicativa.
De acordo com a Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas, a legitimidade democrática não se constrói por meio da imposição, da manipulação ou da mera eficácia técnica. Ela decorre do entendimento mútuo alcançado de forma livre e consensual entre os cidadãos.
Na gestão pública voltada para esse ideal, a tomada de decisões deve priorizar o agir comunicativo (processos dialógicos). Isso significa criar espaços públicos de debate em que as decisões administrativas surjam de uma deliberação racional, argumentativa, transparente e livre de coerções, contrapondo-se à lógica puramente burocrática ou de controle estratégico.
Jürgen Habermas, na Teoria do Agir Comunicativo (1981), distingue o agir comunicativo, orientado ao entendimento mútuo por meio do diálogo e da apresentação de argumentos, do agir estratégico, no qual os participantes procuram influenciar o comportamento dos outros para alcançar objetivos particulares. A racionalidade comunicativa pressupõe a possibilidade de questionar afirmações, apresentar razões e discutir pretensões de validade em condições de diálogo, favorecendo a construção de consensos fundamentados em argumentos, e não apenas na imposição de interesses.
P2. Na gestão pública orientada à legitimidade democrática, a comunicação deve permitir que cidadãos, gestores e demais interessados participem do debate público, apresentem argumentos e contribuam para a formação das decisões coletivas.
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