Paciente 67 anos, com osteoporose severa após a menopausa. F...
O diagnóstico e a conduta são, respectivamente:
Gabarito comentado
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Tema central: colapso dinâmico das vias aéreas no adulto, especificamente laringotraqueomalácia (fraqueza cartilaginosa da subglote/traqueia levando a colapso expiratório). É diferente de estenose fixa ou de doenças do parênquima pulmonar.
Alternativa correta: C — laringotraqueomalácia; ressecção de 3–5 anéis traqueais por cervicotomia.
Justificativa clínica: A broncoscopia mostra colabamento anteroposterior da subglote e de toda a traqueia na expiração com obstrução completa, achado típico de traqueo/laringotraqueomalácia. Quadro de tosse paroxística noturna e dispneia após IOT reforça etiologia adquirida. Em casos proximais e segmentares, o tratamento definitivo recomendado é ressecção segmentar (3–5 anéis) com anastomose término-terminal via cervicotomia. Em doença difusa, consideram-se alternativas como tracheobronchoplasty ou stent temporário. Referências: UpToDate (Tracheomalacia in adults), ERS/ATS; Harrison’s.
Como reconhecer na prova (estratégia): “Colapso expiratório” + “broncoscopia dinâmica” = malácia. Estenoses fixas não variam com o ciclo respiratório. DPOC/bronquiectasias não explicam colapso subglótico/traqueal; disfunção de pregas vocais é laríngea, sem colapso traqueal.
Por que as demais estão incorretas?
A) Estenose traqueal; T de Montgomery longo. Estenose é fixa, com estreitamento circunferencial; não há “colapso expiratório” à broncoscopia. T-tube pode ser ponte em estenoses complexas, mas o diagnóstico do caso é malácia, e um T longo atravessando toda a traqueia não é conduta de escolha.
B) DPOC; tratamento da doença de base. DPOC não causa colapso completo dinâmico da traqueia. O exame chave (broncoscopia) direciona à malácia. Tratar apenas DPOC deixaria a via aérea central obstrutiva sem manejo definitivo.
D) Bronquiectasias; antibiótico inalatório. Bronquiectasias cursam com tosse produtiva crônica e achados em TCAR (sinal do anel de sinete, falta de afilamento). Não explicam colapso subglótico/traqueal e a broncoscopia não é compatível. Antibiótico inalatório é reservado a casos selecionados (ex.: Pseudomonas), não é conduta para malácia.
E) Disfunção de cordas vocais; CPAP. VCD gera adução paradoxal das cordas (estridor inspiratório), sem colapso traqueal. CPAP pode ser ponte em malácia, mas o diagnóstico proposto (VCD por cifose) não condiz com a broncoscopia.
Exames e critérios úteis: Broncoscopia dinâmica é padrão-ouro; colapso >50% na expiração confirma malácia (grave quando >90%). TC dinâmica em expiração e curva fluxo-volume (achatamento do ramo expiratório) auxiliam. Fontes: UpToDate; ERS/ATS; Harrison’s.
Pegadinhas: não confundir estenose fixa com malácia. Palavras-chave que entregam o diagnóstico: “colapamento expiratório” e “obstrução completa na expiração”. Para segmentos cervicais curtos, a ressecção de 3–5 anéis por cervicotomia é a conduta padrão.
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