Paciente, com 40 anos, refere tosse seca há 3 meses, dispne...
O diagnóstico desse paciente é de
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Tema central: Esta questão aborda o edema pulmonar de reexpansão (EPR), complicação importante após a drenagem rápida e volumosa de derrame pleural, especialmente em pulmões colapsados há tempo prolongado. O domínio desse diagnóstico diferencia o nível do candidato para situações clínicas agudas.
Justificativa da alternativa correta (D):
O quadro clínico apresentado – dispneia súbita, estertores bilaterais, expectoração espumosa e dessaturação minutos após a drenagem de 2,5 litros de líquido pleural em 15 minutos – configura um caso típico de edema pulmonar de reexpansão. Segundo revisão da Revista Pulmão RJ (2014), os fatores que aumentam o risco incluem manipulação rápida (>1-1,5 L), derrame volumoso e colapso pulmonar prolongado. O EPR decorre da lesão da barreira alveolocapilar na reexpansão brusca do pulmão, levando ao extravasamento do plasma para os alvéolos.
Atenção aos detalhes do enunciado: o tempo curto entre a drenagem maciça e o início dos sintomas, além dos achados auscultatórios e a expectoração espumosa, deixam o diagnóstico muito direcionado para o EPR. Não caia na pegadinha de associar imediatamente a síncope e a bradicardia ao quadro final – essas manifestações foram um evento antecedente (provavelmente vasovagal), mas o desfecho crítico foi o EPR.
Análise das alternativas incorretas:
A) Síndrome vasovagal: Embora o paciente tenha apresentado bradicardia e síncope durante o procedimento, o quadro respiratório intenso subsequente não se justifica apenas pela resposta vasovagal.
B) Tromboembolismo pulmonar: Não há evidência de fator de risco trombótico maior na apresentação, e o perfil do quadro clínico pós-drenagem mais sugere complicação mecânica local e não isquêmica.
C) Infarto agudo do miocárdio: Embora taquicardia esteja presente, não há relato de dor torácica típica, alterações sugestivas de isquemia ou achados compatíveis.
E) Choque hipovolêmico: Apesar de ter ocorrido retirada importante de líquido, não há sinais clássicos de choque sistêmico (como hipotensão mantida), e a sintomatologia respiratória está em primeiro plano.
Orientação para provas futuras: Sempre identifique o tempo de surgimento dos sintomas em relação ao procedimento e relacione manifestações específicas ao contexto clínico descrito. Segundo a literatura, recomenda-se nunca remover volumes superiores a 1-1,5 litro de líquido pleural rapidamente. Reconhecer o EPR pode salvar vidas!
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