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Q3365960 Medicina
Paciente, com 40 anos, refere tosse seca há 3 meses, dispneia progressiva, atualmente para pequenos esforços. Perda de peso de 8 kg, em 4 meses, correspondente a 12% do peso habitual. Pressão arterial 130 x 75 mmHg. FC = 110 bpm. Edema assimétrico de membros inferiores +/4+. Radiografia e tomografia de tórax demonstraram volumoso derrame pleural à esquerda. Submetido a biópsia pleural com agulha e esvaziamento de 2,5 litros de líquido pleural amarelo turvo em 15 minutos, acompanhado de episódio de bradicardia e sincope. Vinte minutos após o procedimento, paciente apresentou piora do desconforto respiratório, estertores pulmonares bilaterais, dessaturação e expectoração espumosa.
O diagnóstico desse paciente é de
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o edema pulmonar de reexpansão (EPR), complicação importante após a drenagem rápida e volumosa de derrame pleural, especialmente em pulmões colapsados há tempo prolongado. O domínio desse diagnóstico diferencia o nível do candidato para situações clínicas agudas.

Justificativa da alternativa correta (D):
O quadro clínico apresentado – dispneia súbita, estertores bilaterais, expectoração espumosa e dessaturação minutos após a drenagem de 2,5 litros de líquido pleural em 15 minutos – configura um caso típico de edema pulmonar de reexpansão. Segundo revisão da Revista Pulmão RJ (2014), os fatores que aumentam o risco incluem manipulação rápida (>1-1,5 L), derrame volumoso e colapso pulmonar prolongado. O EPR decorre da lesão da barreira alveolocapilar na reexpansão brusca do pulmão, levando ao extravasamento do plasma para os alvéolos.

Atenção aos detalhes do enunciado: o tempo curto entre a drenagem maciça e o início dos sintomas, além dos achados auscultatórios e a expectoração espumosa, deixam o diagnóstico muito direcionado para o EPR. Não caia na pegadinha de associar imediatamente a síncope e a bradicardia ao quadro final – essas manifestações foram um evento antecedente (provavelmente vasovagal), mas o desfecho crítico foi o EPR.

Análise das alternativas incorretas:

A) Síndrome vasovagal: Embora o paciente tenha apresentado bradicardia e síncope durante o procedimento, o quadro respiratório intenso subsequente não se justifica apenas pela resposta vasovagal.

B) Tromboembolismo pulmonar: Não há evidência de fator de risco trombótico maior na apresentação, e o perfil do quadro clínico pós-drenagem mais sugere complicação mecânica local e não isquêmica.

C) Infarto agudo do miocárdio: Embora taquicardia esteja presente, não há relato de dor torácica típica, alterações sugestivas de isquemia ou achados compatíveis.

E) Choque hipovolêmico: Apesar de ter ocorrido retirada importante de líquido, não há sinais clássicos de choque sistêmico (como hipotensão mantida), e a sintomatologia respiratória está em primeiro plano.

Orientação para provas futuras: Sempre identifique o tempo de surgimento dos sintomas em relação ao procedimento e relacione manifestações específicas ao contexto clínico descrito. Segundo a literatura, recomenda-se nunca remover volumes superiores a 1-1,5 litro de líquido pleural rapidamente. Reconhecer o EPR pode salvar vidas!

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