Considerando os casos de gota após o transplante renal, con...

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Q3876861 Medicina
Considerando os casos de gota após o transplante renal, conclui-se que
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é farmacológico: no contexto de gota após transplante renal, a combinação alopurinol + azatioprina é de alto risco porque o alopurinol inibe a xantina oxidase, reduz o metabolismo da 6-mercaptopurina derivada da azatioprina e aumenta o risco de mielotoxicidade grave, o que sustenta a alternativa D.

Tema central: Interação alopurinol-azatioprina
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a associação clássica mais forte da gota/hiperuricemia pós-transplante é com ciclosporina, por redução da excreção de urato, e não uma condição geralmente associada ao tacrolimus. A alternativa generaliza de forma imprecisa um efeito de classe dos inibidores de calcineurina.
B
Errada
Está errada porque transplante renal muda o critério de segurança da conduta. Embora AINEs possam tratar gota em outros contextos, no receptor de transplante renal eles podem piorar a perfusão renal e somar nefrotoxicidade em um paciente já vulnerável, inclusive pelo uso de imunossupressores nefrotóxicos. Por isso, não é uma conclusão segura ou generalizável nesse cenário.
C
Errada
Está errada porque desloca a interação crítica para o fármaco errado. A interação farmacológica clássica e grave do alopurinol é com azatioprina, não com micofenolato. O problema central não é necessidade de reduzir alopurinol por uso de micofenolato, mas sim o risco de mielotoxicidade quando alopurinol é associado à azatioprina.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve a interação medicamentosa classicamente relevante nesse contexto. O alopurinol inibe a xantina oxidase, enzima envolvida no catabolismo da 6-mercaptopurina proveniente da azatioprina. Com isso, há aumento da exposição ao metabólito ativo e risco importante de supressão medular, como leucopenia e pancitopenia. Por essa razão, essa associação exige extremo cuidado, monitorização estreita e, quando inevitável, ajuste importante da azatioprina.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca indevida entre azatioprina e micofenolato na interação com alopurinol e, secundariamente, a tendência de aplicar ao transplantado renal o manejo habitual da gota sem considerar risco renal.
Dica para questões semelhantes
  • Em questão com gota pós-transplante, procure primeiro interações entre urato-redutores e imunossupressores.
  • Se aparecer alopurinol junto de azatioprina, pense em inibição da xantina oxidase com risco de mielossupressão grave.
  • Não transfira automaticamente o uso de AINEs da gota da população geral para o transplantado renal.
  • Entre inibidores da calcineurina, a associação clássica mais marcada com hiperuricemia/gota é com ciclosporina, não com formulação genérica centrada em tacrolimus.

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