Para a autora do texto, no exemplo da criança de 2 anos que...

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Q4194455 Português

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A criança está com raiva? Respire fundo


    Todos os que já tiveram a oportunidade ou a responsabilidade de conviver com crianças sabem que as emoções que elas experimentam são bastante intensas. Quem já não testemunhou uma criança com raiva? É sempre bom lembrar que o motivo para desencadear a raiva pode ser, na visão do adulto, banal. Mas para a criança, nunca é.


    Não faz muito tempo que o trabalho com as emoções das crianças tem sido considerado parte importante da formação delas, tanto para a família quanto para a escola. Expressões como “inteligência emocional” e “habilidades socioemocionais” já soam familiares a pais e educadores profissionais e até são consideradas prioridade nos tempos atuais.


    O que acontece no momento em que a criança apresenta uma crise de birra, por exemplo? As emoções tomam conta dela a tal ponto que se descontrola globalmente. O que era emoção vai ao ato e se transforma em comportamento raivoso. Hoje, não é incomum observarmos isso em adultos, inclusive. Aí está: as emoções não precisam, necessariamente, se transformar em atos. Mas para que isso possa acontecer é preciso um aprendizado.


    Uma criança bem pequena sente raiva do irmão que acabou de nascer e rouba o tempo da mãe, que antes era só dela; a reação foi a de tentar bater no bebê. A mãe, atenta, interveio antes que o ato ocorresse e disse à filha: “Você está com ciúme e raiva de seu irmão, mas não pode bater nele. Quando isso acontecer novamente, bate nesta almofada”.


    Genial a reação dessa mãe, por dois motivos: primeiro, traduziu em palavras as emoções que a filha, de 2 anos, estava experimentando, o que colabora para o autoconhecimento; segundo, porque intuiu que nessa idade ainda é difícil conter uma reação comportamental, ou seja, controlar-se, por isso ela trocou o objeto para diminuir o risco de a filha tentar bater no bebê. Para ela, funcionou.


    Em qualquer ação educativa, é preciso respeitar a criança e/ou o adolescente e agir de modo digno, justo e amoroso com os mais novos.


(Rosely Sayão. O Estado de S.Paulo, 30 de abril de 2023. Adaptado) 

Para a autora do texto, no exemplo da criança de 2 anos que sente raiva do irmão que acabou de nascer,
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a correspondência semântica entre “o que colabora para o autoconhecimento” e o aprendizado sobre os próprios sentimentos; por isso, A é a paráfrase fiel.

Tema central: Avaliação da intervenção materna
Análise das alternativas
A
Certa
A autora aprova explicitamente a intervenção ao afirmar: “Genial a reação dessa mãe, por dois motivos:”. Um desses motivos é a tradução das emoções da criança em palavras, que contribui para seu autoconhecimento. Assim, considerar a atitude produtiva por favorecer o aprendizado sobre os sentimentos é uma paráfrase fiel da avaliação apresentada.
B
Errada
“Novamente” pressupõe uma agressão anterior ao irmão, mas o relato afirma que a mãe “interveio antes que o ato ocorresse”: houve tentativa, não agressão consumada. Além disso, a troca do alvo da reação buscou diminuir o risco de agressão, sem garantir que futuras tentativas fossem impedidas.
C
Errada
O relato de uma intervenção particular não sustenta a afirmação de que o método seja empregado há muito tempo por pais e mães. A alternativa também confunde a motivação da raiva com o alvo da reação: a almofada substitui aquilo em que a criança poderia bater, não a situação que provocou o ciúme.
D
Errada
A criança tentou bater no bebê, mas a mãe impediu a realização do ato. A autora não considera a tentativa inconcebível nem recomenda atendimento especializado; explica que, nessa idade, ainda é difícil controlar a reação comportamental. A menção à inteligência emocional não constitui indicação de encaminhamento a especialistas.
E
Errada
A afirmação de que a intervenção funcionou para aquela mãe é sustentada por “Para ela, funcionou.”. Entretanto, o possível agravamento de crises em outros casos é acrescentado pela alternativa, sem apoio textual. Restringir a constatação de êxito ao episódio não permite concluir que o procedimento possa produzir o efeito contrário.
Pegadinha da questão
As alternativas misturam elementos verdadeiros do episódio com acréscimos indevidos. Em B, “novamente” introduz uma agressão anterior que não ocorreu; em E, o êxito limitado ao caso narrado é usado para sugerir, sem fundamento textual, efeitos negativos em outros casos.
Dica para questões semelhantes
  • Confira se a alternativa preserva a relação de sentido explicitada no texto: aqui, nomear as emoções favorece o autoconhecimento.
  • Diferencie tentativa de ato consumado e examine o que palavras como “novamente” pressupõem sobre os acontecimentos.
  • Não transforme o resultado de um caso particular em tradição do método, garantia de eficácia ou previsão de efeitos contrários.

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Comentários

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Muito sútil a diferença da A para a B.

pra mim o erro da B e que da entender que a pratica evitou a criança de bater no irmão porem no texto isso não é confirmado em nenhum momento

“Genial a reação dessa mãe, por dois motivos: primeiro, traduziu em palavras as emoções que a filha [...] estava experimentando, o que colabora para o autoconhecimento...”

Portanto, a atitude da mãe foi produtiva porque proporcionou um aprendizado sobre os sentimentos da criança.

parece que a ,b, esta certa ,porem no texto mostra que a atitude da mãe ,colaborou para o autoconhecimento da filha.. portanto a questão A esta correta

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