Um paciente de 65 anos, com histórico de hipertensão e diab...

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Q3989013 Enfermagem
Um paciente de 65 anos, com histórico de hipertensão e diabetes, apresenta-se em sua residência com súbita dificuldade de fala, desvio de rima labial e fraqueza no braço direito, sugerindo um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A família aciona o serviço de urgência.
Considerando os princípios da integralidade, da continuidade do cuidado e da articulação dos pontos de atenção, conforme preconizado pela Portaria nº 1.600, de 7 de julho de 2011, assinale a alternativa que apresenta a sequência de ações mais apropriada e articulada dentro da Rede de Atenção às Urgências (RAU) para esse caso, desde o primeiro acionamento até a etapa de acompanhamento pós-alta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Déficit focal neurológico súbito em idoso hipertenso e diabético configura suspeita de AVC agudo e exige, pela Portaria GM/MS nº 1.600/2011 e pela Portaria GM/MS nº 2.395/2011, atendimento pré-hospitalar móvel qualificado pelo SAMU, regulação do destino e transporte para hospital apto à linha de cuidado cerebrovascular; por isso, a alternativa D é a correta.

Tema central: Fluxo do AVC na RAU
Análise das alternativas
A
Errada
Erra ao transformar a UPA em etapa inicial obrigatória e, principalmente, ao admitir espera de 24 horas para só então encaminhar ao hospital terciário se não houver melhora. Suspeita de AVC é urgência neurológica tempo-dependente e requer definição rápida de destino hospitalar apto ao manejo especializado, não observação prolongada em unidade intermediária. Além disso, o pós-alta restrito a centro de reabilitação rompe a integralidade da rede, porque a base exige articulação também com Atenção Básica e/ou Atenção Domiciliar.
B
Errada
Atenção Básica não é o componente inicial mais apropriado para primeiro atendimento domiciliar de déficit neurológico focal súbito. O erro técnico maior é substituir o SAMU por transporte sanitário simples, sem atendimento pré-hospitalar móvel qualificado e sem regulação do destino. Na lógica da RAU, suspeita de AVC demanda avaliação pré-hospitalar complexa e transporte adequado, não visita domiciliar seguida de remoção simples.
C
Errada
A alternativa incorre em duas inversões. Primeiro, trata a UPA como porta de entrada preferencial absoluta da RAU, o que a base nega: no cenário domiciliar com suspeita de AVC, o acionamento mais apropriado é o SAMU. Segundo, coloca o SAMU como recurso a ser chamado apenas depois pela UPA para transporte ao hospital especializado, quando sua função correta é atuar desde o início na avaliação, estabilização e regulação do destino. Isso atrapalha o fluxo adequado da rede.
D
Certa
A alternativa D descreve a sequência compatível com a organização da Rede de Atenção às Urgências: o SAMU é o componente pré-hospitalar móvel qualificado, faz avaliação inicial, estabilização e regulação do destino; na suspeita de AVC, o destino adequado é hospital com porta de urgência e retaguarda compatível com cuidado cerebrovascular, conforme a organização do componente hospitalar da rede. Depois da alta, a continuidade do cuidado não se encerra no hospital: deve haver articulação com Atenção Básica e, quando indicado, Atenção Domiciliar e reabilitação. Essa alternativa é a única que reúne corretamente atendimento inicial, regulação, destino hospitalar apropriado e transição assistencial.
E
Errada
Acionar diretamente o hospital geral mais próximo ignora o papel do SAMU no atendimento pré-hospitalar móvel e na regulação do destino mais adequado. Em suspeita de AVC, proximidade geográfica não substitui capacidade instalada para linha de cuidado cerebrovascular. O seguimento também fica incompleto ao mencionar apenas Atenção Básica, sem a articulação com Atenção Domiciliar e reabilitação prevista na continuidade do cuidado da rede.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre ter UPA na rede e considerar a UPA como porta universal do AVC, além de testar se o candidato percebe que o caso exige SAMU com regulação para hospital apto à linha cerebrovascular e não permanência prolongada, transporte simples ou acesso desorganizado ao hospital.
Dica para questões semelhantes
  • Em déficit neurológico focal súbito no domicílio, pense primeiro no componente pré-hospitalar móvel qualificado da rede: SAMU para avaliar, estabilizar e regular o destino.
  • No AVC agudo, descarte alternativas que imponham atraso para transferência, observação prolongada em unidade intermediária ou transporte não medicalizado.
  • UPA pode estabilizar e encaminhar, mas não é porta preferencial absoluta para todo caso; o critério é o ponto da rede capaz de garantir acesso rápido ao cuidado cerebrovascular.
  • Se a questão cobrar integralidade e continuidade, o fluxo só fecha quando inclui transição pós-alta com Atenção Básica e/ou Atenção Domiciliar, além da reabilitação.

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