Em pacientes idosos, o tratamento da hipertensão arterial si...
Em pacientes idosos, o tratamento da hipertensão arterial sistêmica mais adequado seria:
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Tema central: O tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS) em idosos exige atenção especial devido às mudanças fisiológicas do envelhecimento, risco aumentado de efeitos adversos e comorbidades frequentes nesta população.
Alternativa correta: B) A utilização de diuréticos em doses baixas, seja em monoterapia ou em associação a outros anti-hipertensivos.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 (Capítulo 14), o uso de diuréticos tiazídicos em doses baixas é seguro e eficaz para controlar a pressão arterial nesse grupo etário, podendo ser utilizado isoladamente ou em combinação, adaptando-se às necessidades individuais.
Justificativa:
A terapia em idosos deve buscar uma redução gradual da pressão arterial, minimizando riscos como hipotensão ortostática e distúrbios eletrolíticos. O tratamento visa reduzir eventos cardiovasculares, sem comprometer a qualidade de vida. Diuréticos tiazídicos são respaldados por robustas evidências científicas (ex: estudo HYVET) e estão alinhados com protocolos nacionais e internacionais.
Análise das alternativas incorretas:
A) Iniciar com doses altas é um erro frequente em concursos. Idosos têm maior sensibilidade a fármacos e risco de efeitos adversos; por isso, sempre comece com dose baixa, aumentando cuidadosamente apenas se necessário.
C) O não tratamento da HAS não é aceitável: idosos se beneficiam do controle pressórico, prevenindo AVC, infarto e insuficiência renal. Diretrizes reforçam que a decisão deve ser individualizada, mas a inércia terapêutica não é defendida.
D) Bloqueadores adrenérgicos centrais, como alfa-metildopa, não são recomendados de primeira linha devido a seu perfil de efeitos colaterais (sedação, confusão, risco de queda), sendo reservados para casos específicos.
Destaque para prova: Desconfie de alternativas que sugerem doses altas, omissão de tratamento ou medicamentos de segunda linha como primeira escolha. O uso racional de diuréticos em doses baixas é prática consolidada em idosos.
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B) A utilização de diuréticos em doses baixas, seja em monoterapia, ou em associação a outros medicamentos anti-hipertensivos.
- HAS em idosos → Podemos usar qualquer medicação de primeira linha, mas em doses mais baixas devido à maior sensibilidade aos efeitos adversos.
- HAS em muito idoso → Preferimos monoterapia para evitar hipotensão postural e outros efeitos colaterais.
- HAS sistólica isolada (mais comum no idoso) → Melhor tratada com BCC + Tiazídico.
Agora, analisando as alternativas:
- Alternativa A (ERRADA): Idosos têm maior sensibilidade às drogas anti-hipertensivas, e não menor absorção. Começamos com doses mais baixas, não mais altas.
- Alternativa C (ERRADA): Hipertensão deve sempre ser tratada no idoso, especialmente se houver lesões em órgãos-alvo.
- Alternativa D (ERRADA): Alfa-metildopa não é primeira escolha no idoso. O risco de efeitos adversos (sedação, hipotensão postural) é alto.
Portanto, a melhor escolha é a alternativa B, alinhada com as diretrizes e o raciocínio correto para o manejo da HAS no idoso.
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