A respeito do Plano de Metas, implementado no governo de Jus...
O financiamento do Plano de Metas por meio da emissão de títulos públicos sofreu limitações em decorrência da Lei da Usura.
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Alternativa Correta: C - certo
O tema central da questão é o Plano de Metas, implementado no governo de Juscelino Kubitschek, que foi uma estratégia de desenvolvimento econômico do Brasil, visando acelerar o crescimento industrial e a modernização da infraestrutura do país. Este plano é relevante para o cargo de Diplomata, pois envolve compreender políticas de desenvolvimento econômico e o funcionamento do setor público.
Para resolver a questão, é necessário entender os mecanismos de financiamento do Plano de Metas. Durante o governo JK, o financiamento das obras e projetos do plano era uma das grandes preocupações, pois envolvia o equilíbrio fiscal e a inflação. Parte desse financiamento foi prevista por meio da emissão de títulos públicos.
A Lei da Usura, sancionada em 1933, estabelecia limites para os juros cobrados em operações de crédito, o que impactava diretamente as condições de captação de recursos pelo governo através da emissão de títulos públicos. Essa legislação limitava as possibilidades de financiamento do Plano de Metas por meio dessa via, pois restringia as taxas de juros que poderiam ser oferecidas aos investidores, tornando menos atrativa a compra desses títulos.
Justificativa da Alternativa Correta: A afirmação de que o financiamento do Plano de Metas por meio de títulos públicos sofreu limitações devido à Lei da Usura está correta. Esta lei impedia que o governo oferecesse juros suficientemente atrativos para captar recursos no volume necessário, limitando, portanto, essa forma de financiamento.
Análise da Alternativa Incorreta: Neste caso, a questão é de "Certo ou Errado", então vamos focar apenas na análise do porquê a alternativa "E - errado" não se aplica. A informação de que houve limitações causadas pela Lei da Usura é historicamente correta e, por isso, a alternativa "E" não é válida, pois contraria os fatos.
Espero que este comentário tenha sido esclarecedor e que agora você se sinta mais preparado para enfrentar questões semelhantes sobre a História Econômica do Brasil. Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
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"O financiamento do Plano de Metas por meio da emissão de títulos públicos sofreu limitações em decorrência da Lei da Usura." CORRETO.
A Lei da Usura limitava a taxa de juros nominal a 12% ao ano e, diante de uma inflação de 20%, os investidores recebiam uma taxa de juros real negativa. A consequência foi que a emissão de títulos públicos se tornou inviável como fonte de financiamento para o Plano de Metas, o que fez com que a equipe de JK buscasse alternativas para financiar seus projetos, como o capital estrangeiro.
A lei da Usura é uma lei de 1933 que limita o valor de altas taxas de juros, para evitar o abuso. Usura significa justamente a cobrança de juros.
O conceito de usura pode variar de acordo com a região e as leis locais. Contudo, ele é normalmente definido como a cobrança de juros abusivos sobre ou dívidas. Em geral, as taxas incidentes são superiores aos limites estabelecidos pelas autoridades financeiras ou pelo Governo de um país.
Quando há prática de usura, portanto, uma entidade ou indivíduo impõe condições de empréstimo abusivas ao interessado. O foco costuma ser em grupos com menos acesso à informação ou a outras alternativas de crédito.
Bons estudos.
Durante o governo Juscelino Kubitschek, o Plano de Metas exigiu vultosos investimentos, principalmente em infraestrutura e indústria de base. Contudo, o financiamento desse plano enfrentou limitações legais, em especial por causa da Lei da Usura (Decreto nº 22.626/1933).
A Lei da Usura proibia a cobrança de juros superiores a 12% ao ano nas transações de crédito. Essa limitação dificultava a emissão de títulos públicos com atratividade suficiente para os investidores, já que os rendimentos oferecidos não podiam ultrapassar esse teto legal. Como resultado:
- O governo teve dificuldade para atrair investidores para títulos da dívida pública;
- Foi obrigado a recorrer a outras fontes de financiamento, como o empréstimo externo, o investimento direto estrangeiro (especialmente no setor automobilístico) e a emissão de moeda, o que contribuiu para o aumento da inflação.
Abraços
Segundo Giambiagi:
"O recurso à emissão de títulos, por sua vez, esbarrava na Lei de Usura (que limitava a taxa de juros nominais a 12%, contra uma inflação média em 1956-61 superior a 20%) e na proibição a qualquer forma de indexação na economia. Como resultado, os títulos públicos rendiam, muitas vezes, taxas reais de juros negativas. Nesse contexto, restava ao governo o recurso à contenção de despesas, que terminava por assumir a forma de atrasos nos pagamentos a fornecedores envolvidos em projetos ligados ao Programa de Metas".
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