Durante uma revisão de segurança de transfusões de sangue em...
Gabarito comentado
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Tema central: Infecções transmitidas por transfusão sanguínea, especialmente pelo Citomegalovírus (CMV), e estratégias para a prevenção.
Raciocínio clínico: Após transfusão de concentrado de hemácias, sintomas como febre, calafrios e dor muscular sugerem fortemente reação infecciosa, possivelmente associada ao CMV. Esse vírus é frequentemente transmitido em hemocomponentes não leucorreduzidos, visto que se aloja nos leucócitos.
Justificativa da alternativa correta (C):
A infecção pelo CMV pode se manifestar por febre, calafrios, mialgia e mal-estar geral, especialmente em imunossuprimidos. Segundo o Manual Técnico de Hemovigilância e o Guia para Uso de Hemocomponentes, a prevenção se dá por triagem sorológica para CMV ou uso de sangue leucorreduzido. A leucorredução remove os leucócitos do sangue doado, reduzindo significativamente o risco da transmissão viral. É a conduta de escolha recomendada nos protocolos nacionais e internacionais (vide prosangue.sp.gov.br e Ministério da Saúde).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Hepatite B; triagem sorológica para HBsAg: Apesar dessa sorologia ser obrigatória para segurança transfusional, não é típica de manifestação aguda com febre e calafrios logo após a transfusão.
- B) HIV; triagem sorológica para anti-HIV: HIV agudo por transfusão é raríssimo, e sintomas imediatos não são esperados.
- D) Hepatite C; triagem sorológica para anti-HCV: Embora a triagem seja importante, infecção por HCV transmitida por transfusão não cursa com sintomas agudos.
- E) Hepatite C; realização de carga viral: Carga viral não é método de triagem para doadores, sendo apenas para acompanhamento de casos diagnosticados.
Estratégias de prova: Fique atento a sintomas de início agudo e às formas de prevenção específicas para cada agente. Pegadinhas comuns envolvem confundir métodos de triagem (sorologia vs. leucorredução) e o padrão temporal das manifestações clínicas.
Resumo normativo: Conforme o Manual Técnico de Hemovigilância (MS, p. 71): "Em áreas onde não é possível dispor de sangue CMV-negativo, recomenda-se o uso de hemocomponentes leucorreduzidos..."
Conclusão: O conhecimento sobre fisiopatologia do CMV e protocolos de prevenção é essencial para segurança transfusional e para acertar questões de concursos públicos.
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