Uma gestante com doze semanas refere ser ...
Uma gestante com doze semanas refere ser 4G3PN0AB e que todos os partos ocorreram entre 24 e 27 semanas de gestação. Realizou morfológico de primeiro trimestre e, neste, houve a avaliação do colo uterino, que se encontrava com o comprimento de 25 mm.
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para a paciente.
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda o acompanhamento da gestante com alto risco de parto prematuro, exemplificando um cenário clássico de indicação de cerclagem cervical eletiva. O conhecimento sobre o manejo do colo uterino curto em paciente multípara com histórico obstétrico adverso é fundamental em Ginecologia e Obstetrícia, especialmente em concursos.
Justificativa da alternativa correta (B):
Esta paciente apresenta histórico de três partos prematuros (24-27 semanas) e comprimento do colo uterino de 25 mm no primeiro trimestre. Segundo o protocolo da SOGESP (2015, Recomendações finais): “Recomenda-se a realização da cerclagem em gestantes com antecedente de prematuridade (<34 semanas) e colo uterino menor que 25 mm, avaliado por ultrassonografia transvaginal até 24 semanas.”
A cerclagem é um procedimento capaz de reduzir o risco de novo parto prematuro nesse perfil clínico, como comprovam meta-análises publicadas em revistas como o American Journal of Obstetrics and Gynecology. Portanto, a melhor conduta é a realização de cerclagem eletiva.
Análise das alternativas incorretas:
A) Controle ultrassonográfico a cada duas semanas: Em paciente de alto risco e colo já encurtado, a vigilância isolada é insuficiente, podendo atrasar uma intervenção crucial.
C) Uso apenas de progesterona via vaginal: Embora a progesterona vaginal esteja indicada na prevenção do parto prematuro em algumas situações, nesta paciente o perfil de alto risco com múltiplas perdas extremas aponta para cerclagem como intervenção prioritária e respaldada por diretriz.
D) Sem orientações: A afirmação é incorreta, pois, apesar do colo ter exatamente 25 mm, existem diretrizes claras para pacientes de alto risco com tal medida.
E) Apenas repouso relativo: O repouso isoladamente não reduz demonstravelmente o risco de prematuridade e não substitui as intervenções de eficácia comprovada.
Estratégia de prova: Sempre atente ao histórico obstétrico detalhado das questões, principalmente se há recorrência de prematuridade e encurtamento do colo. Pegadinhas podem surgir ao sugerirem apenas vigilância ou repouso em situações de alto risco.
Referência: SOGESP, 2015 – Recomendações finais sobre cerclagem cervical (volume 04).
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