Uma mulher de trinta anos de idade procurou ...
Uma mulher de trinta anos de idade procurou o serviço de unidade básica de saúde com queixa de corrimento grumoso, branco, vaginal associado a prurido e à dispareunia. No exame físico especular, o médico observou grande quantidade de corrimento grumoso aderido às paredes vaginais.
Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
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Tema central: O enunciado aborda um quadro clínico típico de candidíase vulvovaginal, uma infecção fúngica recorrente em mulheres, marcada por corrimento vaginal branco, grumoso, prurido intenso e dispareunia. Esses sinais clínicos caracterizam a doença e permitem adequar o raciocínio diagnóstico com base nas diretrizes atuais.
Comentário sobre a alternativa correta (D): "Classicamente, observam-se hifas no exame a fresco, na microscopia." O exame a fresco, realizado através da coleta do conteúdo vaginal e análise direta ao microscópio, permite visualizar as hifas e esporos de Candida spp. Esses achados são fundamentais para a confirmação diagnóstica, como descrito pelo PCDT-IST do Ministério da Saúde: “O diagnóstico pode ser confirmado pela visualização direta de hifas ou pseudohifas na microscopia...” (Seção 5.1.2.1). Assim, a presença de hifas corrobora o diagnóstico clínico de candidíase.
Análise das alternativas incorretas:
A) Afirma que a via vaginal é superior à oral no tratamento. Ambas as vias apresentam eficácia semelhante. A escolha depende do perfil da paciente, preferência e presença de efeitos adversos. O Ministério da Saúde (PCDT-IST) afirma: “Tratamento pode ser por via oral (fluconazol) ou tópica... ambos com taxas de cura equivalentes.”
B) Cita Candida krusei como agente mais comum. Esta é uma pegadinha frequente. O agente etiológico mais prevalente é a Candida albicans, que responde por 80–90% dos casos. Outras espécies são mais raras e comumente associadas a quadros recorrentes ou refratários.
C) Recomenda uso de fita de pH vaginal para diagnóstico. O pH vaginal na candidíase tipicamente permanece inferior a 4,5 — o que não é específico para esta infecção, sendo mais útil na diferenciação de vaginoses ou tricomoníase (que cursam com pH > 4,5).
E) Requer tratamento do parceiro em todos os casos. Segundo o PCDT-IST e consensos das sociedades científicas, não é necessário tratar o parceiro, exceto se sintomático (ex.: balanite). A candidíase não é considerada classicamente uma IST de transmissão obrigatória.
Estratégias de prova: Fique atento a generalizações (“deverão ser tratados em todos os casos”) e trocas de agentes etiológicos — são pegadinhas clássicas!
Resumo: A alternativa D é correta pois traduz o achado laboratorial típico e confiável da candidíase vulvovaginal.
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