Uma mulher de 25 anos de idade realizou exames de rot...
Uma mulher de 25 anos de idade realizou exames de rotina em uma unidade básica de saúde e obteve o seguinte resultado citopatológico: lesão intraepitelial de baixo grau (NIC I).
Com base nesse caso hipotético e nas recomendações do
Ministério da Saúde, assinale a alternativa correta no que se
refere à melhor conduta.
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Tema central:
A questão aborda o manejo da lesão intraepitelial de baixo grau (NIC I) ao exame citopatológico em mulher de 25 anos, foco importante do rastreamento do câncer do colo uterino. Compreender a conduta baseada em evidências é essencial para o atendimento ginecológico no SUS.
Análise da alternativa correta – E) Deve-se repetir a citologia em seis meses.
Segundo o Ministério da Saúde (INCA, 2016, p. 54-55): “O acompanhamento das lesões NIC I deve ser realizado com citologia em seis meses, pois a maioria regride espontaneamente.” O objetivo é evitar procedimentos invasivos desnecessários, já que a taxa de regressão espontânea pode chegar a 70-90% dos casos nesta faixa etária (UpToDate, revisão 2023).
Raciocínio clínico fundamental: Mulheres jovens tendem à regressão do NIC I, de modo que a vigilância é preferível à intervenção inicial. Intervenção precoce aumenta riscos (infertilidade, incompetência cervical) sem benefício comprovado nesses casos.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Incorreta. O rastreamento inicia-se aos 25 anos, conforme diretriz nacional.
B) Incorreta. Intervalo anual só é adotado após dois controles sem alterações; neste caso, repete-se em 6 meses.
C) Incorreta. A colposcopia é indicada apenas para lesões de alto grau, persistentes ou resultantes de nova alteração na citologia.
D) Incorreta. Conização é reserva para NIC II/III ou alto grau persistente, devido aos riscos do procedimento.
Pontos-chave e dicas:
- Nunca indique conduta invasiva frente a NIC I em mulheres jovens sem o devido acompanhamento.
- Atenção a pegadinhas: diretrizes brasileiras recomendam rastreio a partir dos 25 anos, não 30.
- Sublinhe a diferença entre acompanhamento de baixo e alto grau nas questões.
Referências:
a) INCA. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero, 2016, p.54-55.
b) UpToDate: "Management of cervical intraepithelial neoplasia (CIN 1)".
c) Berek & Hacker's Gynecology, 7ª edição.
Resumo motivador:
Treine olhar para além do laudo e relacione sempre faixa etária e risco do procedimento – estratégia essencial em concursos e na prática clínica.
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