Pacientes sujeitos a risco de infecção do sítio cirúrgico, p...
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda a classificação das cirurgias quanto ao potencial de contaminação, conhecimento fundamental para indicar corretamente a profilaxia antimicrobiana e reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico.
Justificativa da alternativa correta:
A alternativa C) De esôfago está correta, pois NÃO é considerada uma cirurgia limpa. Segundo a Portaria nº 2.616/1998 do Ministério da Saúde, cirurgias limpas não penetram nos tratos digestivo, respiratório ou urinário. Cirurgias do esôfago acessam o trato digestivo, sendo, portanto, cirurgias potencialmente contaminadas (Portaria MS 2.616/1998, item 3.2.2). Esta classificação resulta do fato de o trato digestivo ser naturalmente colonizado por flora microbiana, aumentando o risco infeccioso.
Análise das alternativas incorretas:
A) Cardíaca: Cirurgias cardíacas são, geralmente, procedimentos realizados em tecidos estéreis, sem violação dos tratos colonizados. São consideradas limpas, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde e principais manuais cirúrgicos.
B) De mama: Cirurgias da mama não envolvem contato com tratos colonizados. Também são consideradas cirurgias limpas.
D) Torácica do mediastino: Se não houver penetração nos brônquios, traqueia ou trato digestivo superior, permanecem como limpas, desde que o mediastino permaneça isolado de estruturas contaminadas.
E) De hérnias com prótese: Procedimentos de correção de hérnias com uso de prótese são classificados como limpos, desde que não haja comunicação com vísceras ocas.
Ponto-chave: A principal estratégia para acertar a questão é memorizar que operações sobre órgãos do trato digestivo alteram a classificação para potencialmente contaminada, mesmo sem exteriorização de secreções.
Dica de prova: Fique atento aos termos do enunciado – ele perguntou qual NÃO corresponde à cirurgia limpa. Pegadinhas comuns envolvem exemplos de cirurgias torácicas (que só mudam de classificação se houver penetração em vísceras ocas) ou o uso de próteses em tecidos estéreis. Atente aos detalhes para evitar confusões!
Referência: Segundo o Manual do Ministério da Saúde (Portaria 2.616/98, item 3.2.1 e 3.2.2) e livros como Sabiston – Tratado de Cirurgia, operações do trato digestivo não são limpas.
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