Na auditoria, os riscos são elementos que devem ser cuidados...

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Q3410041 Auditoria Governamental
Na auditoria, os riscos são elementos que devem ser cuidadosamente avaliados para garantir a eficácia do trabalho. Entre os tipos de riscos, o risco inerente, de controle e de detecção compõem o risco de auditoria. Nesse tema, qual das opções abaixo define corretamente o 'risco inerente'?  
Alternativas

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Alternativa correta: D – Risco de uma distorção significativa existir antes da consideração de quaisquer controles.

Tema central da questão: Este item aborda os tipos de riscos em auditoria, especialmente o risco inerente. Compreender os riscos é fundamental para planejar e executar uma auditoria eficiente, pois influencia os procedimentos, a extensão e a profundidade do trabalho do auditor.

Resumo teórico: O risco de auditoria é composto por três partes principais, conforme as normas internacionais (NBC TA 200 e 315) e o Manual de Auditoria do TCU:

  • Risco Inerente: Possibilidade de ocorrência de distorção significativa em um saldo, transação ou divulgação antes da consideração de controles internos. Está ligado à natureza do negócio, complexidade das operações e suscetibilidade a erros ou fraudes.
  • Risco de Controle: Probabilidade de uma distorção não ser prevenida ou detectada e corrigida pelos controles internos da entidade.
  • Risco de Detecção: Chances de o auditor não identificar uma distorção significativa existente.

O risco inerente é considerado o risco “natural” da atividade auditada, sem interferência dos controles internos.

Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D define de forma precisa o risco inerente, pois menciona a existência de distorção significativa antes de considerar controles internos. É a definição exata dos manuais e normas citados.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Descreve o risco de detecção, pois trata da possibilidade do auditor não identificar uma distorção significativa.
  • B: Esta é a definição clássica de risco de controle, pois aborda falhas dos controles internos em prevenir ou corrigir distorções.
  • C: Apesar de mencionar o controle interno, a alternativa se refere a uma falha do auditor ao não identificar problemas, o que novamente se aproxima do risco de detecção, mas de forma imprecisa.

Dica de interpretação: Para acertar questões desse tipo, sempre associe cada risco ao seu momento de ocorrência: o risco inerente existe independentemente de controles; o risco de controle depende da eficácia dos controles internos; e o risco de detecção está ligado ao trabalho do auditor.

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Risco Inerente: É o nível de risco antes de qualquer ação ou controle mitigatório ser tomado. É o risco em seu estado bruto.

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