Um paciente de 3 anos, submetido a portoenterostomia de Kasa...
Um paciente de 3 anos, submetido a portoenterostomia de Kasai, desenvolve hiperesplenismo grave com episódios de sangramento gastrintestinal por varizes frequentes. Nesse caso, a melhor conduta terapêutica é a realização de:
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Para resolver a questão, é importante entender o cenário clínico apresentado. Estamos lidando com um paciente pediátrico, de apenas 3 anos, que foi submetido a uma portoenterostomia de Kasai. Esse procedimento é comumente realizado em crianças com atresia biliar, uma condição em que há obstrução dos ductos biliares, que pode levar a lesões hepáticas progressivas.
O paciente desenvolveu hiperesplenismo grave e episódios de sangramento gastrintestinal por varizes, indicando uma hipertensão portal significativa. A hipertensão portal é uma complicação da doença hepática avançada, comum em atresia biliar não resolvida.
Alternativa Correta: C - Transplante hepático
A correta indicação é o transplante hepático (Alternativa C). Este procedimento é considerado o tratamento definitivo para pacientes com doença hepática terminal, como no caso de falha da cirurgia de Kasai ou suas complicações graves, como hipertensão portal e varizes sangrantes. O transplante hepático vai abordar a causa subjacente da hipertensão portal, proporcionando uma nova função hepática adequada.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
A - Derivação portossistêmica: Esta opção poderia aliviar temporariamente a hipertensão portal, mas não resolve a disfunção hepática subjacente. Em crianças pequenas, esse procedimento traz riscos significativos e não é a primeira escolha.
B - Embolização esplênica: Embora possa reduzir o hiperesplenismo, não trata a hipertensão portal ou a falência hepática subjacente. É uma abordagem paliativa e temporária.
D - Esplenectomia: A remoção do baço pode aliviar o hiperesplenismo, mas não resolve a disfunção hepática e a hipertensão portal. Além disso, realizar uma esplenectomia em um cenário de doença hepática avançada pode aumentar o risco de complicações.
Portanto, o transplante hepático não só aborda as manifestações clínicas, mas também resolve a causa raiz. É a abordagem definitiva para garantir a sobrevivência e qualidade de vida do paciente.
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