Constituem fatores que podem precipitar a descompensação agu...
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Tema central da questão: A descompensação aguda da insuficiência cardíaca crônica pode ser precipitada por certos medicamentos. Reconhecer quais fármacos pioram a função cardíaca é fundamental no manejo clínico e frequentemente cobrado em concursos.
Justificativa da alternativa correta (C):
Antagonistas de canal de cálcio (especialmente verapamil e diltiazem), betabloqueadores (quando iniciados ou ajustados inadequadamente), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e agentes antiarrítmicos podem precipitar crise em pacientes com insuficiência cardíaca.
Fundamentação clínica:
- Betabloqueadores: essenciais a longo prazo, porém, sua introdução precipitada pode causar piora aguda devido ao efeito inotrópico negativo inicial.
- Antagonistas de canal de cálcio: principalmente verapamil/diltiazem, pioram a função contrátil, devendo ser evitados em insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.
- AINEs: promovem retenção hídrica, aumentam a sobrecarga cardíaca e o risco de elevação pressórica.
- Agentes antiarrítmicos: muitos têm efeito inotrópico negativo ou induzem arritmias graves, descompensando o quadro.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Insuficiência Cardíaca (2018): “devem ser evitados medicamentos como anti-inflamatórios não esteroides, certos antiarrítmicos e antagonistas do canal de cálcio” (seção: Medicamentos a evitar).
Análise das alternativas incorretas:
A) Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA), tiazidas e espironolactona são fundamentos do tratamento da insuficiência cardíaca e não a descompensam inicialmente, salvo situações específicas (ex: hipotensão ou hipercalemia).
B) Antagonistas de canal de cálcio aparecem corretamente, mas IECA e heparina não têm relação com descompensação cardíaca aguda neste contexto. Os IECAs, pelo contrário, são benéficos.
D) Betabloqueadores, espironolactona e BRA são indicados no tratamento de base e heparina não fracionada não está associada à descompensação.
Dica para provas: Sempre desconfie de classes consagradas para tratamento serem marcadas como prejudiciais no início, salvo exceções (ex: beta em descompensação aguda não controlada). Fique atento a termos como “descompensação aguda” – são situações distintas do manejo crônico!
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