Constituem fatores que podem precipitar a descompensação agu...

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Ano: 2014 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2014 - UFLA - Médico clínico |
Q558310 Medicina
Constituem fatores que podem precipitar a descompensação aguda da insuficiência cardíaca crônica, no início da administração de
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Tema central da questão: A descompensação aguda da insuficiência cardíaca crônica pode ser precipitada por certos medicamentos. Reconhecer quais fármacos pioram a função cardíaca é fundamental no manejo clínico e frequentemente cobrado em concursos.

Justificativa da alternativa correta (C):

Antagonistas de canal de cálcio (especialmente verapamil e diltiazem), betabloqueadores (quando iniciados ou ajustados inadequadamente), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e agentes antiarrítmicos podem precipitar crise em pacientes com insuficiência cardíaca.

Fundamentação clínica:

  • Betabloqueadores: essenciais a longo prazo, porém, sua introdução precipitada pode causar piora aguda devido ao efeito inotrópico negativo inicial.
  • Antagonistas de canal de cálcio: principalmente verapamil/diltiazem, pioram a função contrátil, devendo ser evitados em insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.
  • AINEs: promovem retenção hídrica, aumentam a sobrecarga cardíaca e o risco de elevação pressórica.
  • Agentes antiarrítmicos: muitos têm efeito inotrópico negativo ou induzem arritmias graves, descompensando o quadro.

Segundo as Diretrizes Brasileiras de Insuficiência Cardíaca (2018): “devem ser evitados medicamentos como anti-inflamatórios não esteroides, certos antiarrítmicos e antagonistas do canal de cálcio” (seção: Medicamentos a evitar).

Análise das alternativas incorretas:

A) Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA), tiazidas e espironolactona são fundamentos do tratamento da insuficiência cardíaca e não a descompensam inicialmente, salvo situações específicas (ex: hipotensão ou hipercalemia).

B) Antagonistas de canal de cálcio aparecem corretamente, mas IECA e heparina não têm relação com descompensação cardíaca aguda neste contexto. Os IECAs, pelo contrário, são benéficos.

D) Betabloqueadores, espironolactona e BRA são indicados no tratamento de base e heparina não fracionada não está associada à descompensação.

Dica para provas: Sempre desconfie de classes consagradas para tratamento serem marcadas como prejudiciais no início, salvo exceções (ex: beta em descompensação aguda não controlada). Fique atento a termos como “descompensação aguda” – são situações distintas do manejo crônico!

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A resposta correta é a alternativa C, pois os fatores que podem precipitar a descompensação aguda da insuficiência cardíaca crônica são antagonistas de canal de cálcio, betabloqueadores, anti-inflamatórios não esteroides e agentes antiarrítmicos. Os antagonistas de canal de cálcio podem causar efeito inotrópico negativo, que pode piorar a função cardíaca. Os betabloqueadores podem diminuir a frequência cardíaca e a contratilidade, também piorando a função cardíaca. Os anti-inflamatórios não esteroides podem causar retenção de líquidos e piorar a insuficiência cardíaca. E os agentes antiarrítmicos podem ter efeitos cardiovasculares adversos. Portanto, é importante evitar ou monitorar cuidadosamente o uso desses medicamentos em pacientes com insuficiência cardíaca crônica.

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