A partir da leitura do texto I, é correta a afirmação conti...
TEXTO I
O HOMEM E A SERPENTE
O filho de um camponês pisou, por acaso, na cauda de uma serpente, que se virou e o mordeu, de tal forma que o jovem veio a falecer.
O pai, furioso, pegou seu machado e, perseguindo a serpente, cortou-lhe parte da cauda. Então, a cobra, como vingança, começou a picar o gado do agricultor, causando-lhe grandes prejuízos na fazenda.
Assim, o Agricultor achou melhor tentar fazer as pazes com a Serpente e levou comida e mel à entrada da sua toca. Ao chegar lá, disse-lhe:
- Vamos esquecer tudo e perdoar um ao outro? Talvez tenhas razão em castigar o meu filho e vingar-te do meu gado, mas certamente que eu tinha razão em tentar vingar-me dele. Agora que estamos ambos satisfeitos, por que não havemos de nos tornar amigos?
- Não! De modo algum – disse a Serpente, completando – leva os teus presentes. Tu nunca poderás esquecer a morte do teu filho, nem eu a perda da minha cauda. Fonte: ESOPO. Fábulas de Esopo. O homem e a serpente.
Fonte: 82 Fábulas de Esopo em prosa. O homem e a serpente. Fonte: 82 Fábulas de Esopo em prosa. (adaptado).(adaptado).
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: E
Fundamento decisivo: A fala final da serpente: “Tu nunca poderás esquecer a morte do teu filho, nem eu a perda da minha cauda.” estabelece a permanência da memória das perdas para ambos. Como a mensagem deve ser inferida do desfecho, e não apenas da proposta anterior do agricultor, essa evidência sustenta o gabarito E.
- Confronte a mensagem sugerida por cada alternativa com o desfecho, e não apenas com o desejo de um personagem.
- Diferencie uma proposta de ação de sua realização na narrativa.
- Observe expressões de possibilidade e de negação: “podem” não afirma realização; “nunca” e “nem eu” negam o esquecimento para ambos.
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