Resulta de colapso persistente da Tuba Auditiva (TA) como r...
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Tema central: A questão aborda disfunção tubária — um dos principais fatores para a gênese da otite média em crianças, dada a peculiaridade anatômica e fisiológica da tuba auditiva (TA) nessa faixa etária.
Entendimento prático: O texto descreve um colapso persistente da TA em virtude do aumento da complacência (ou seja, maior flexibilidade) e de um mecanismo de abertura anormal. Em crianças, o suporte cartilaginoso menos desenvolvido predispõe a essa condição.
Justificativa da alternativa correta (C - Funcional):
Segundo a fisiopatologia, a disfunção tubária funcional ocorre quando a TA, mesmo estruturalmente íntegra, não cumpre adequadamente sua função de ventilação e drenagem da orelha média pela falha no mecanismo de abertura/fechamento (disfunção dinâmica). Não há obstrução física, mas sim alteração operacional — explicando a associação mais frequente com crianças e, por consequência, maior risco de otite média secretora.
Segundo o Manual de Diretrizes da ABORL-CCF: “disfunção tubária com retração timpânica [...], tuba patente, disfunções neuromusculares” caracterizam quadros funcionais.
Análise das alternativas incorretas:
A) Mecânica intrínseca: Relaciona-se a obstruções geradas por processos internos à tuba, como edema de mucosa ou secreção, distintos do caso citado.
B) Mecânica extrínseca: Decorre de compressões externas (ex: tumor faringeo, hipertrofia de adenóides); o enunciado não cita essas causas.
D) Negativa: Não corresponde a uma classificação reconhecida para disfunções tubárias nos principais consensos e protocolos — possível pegadinha da prova!
Estratégia de prova: Observe sempre termos como “complacência”, “abertura anormal” e ausência de massa ou secreção local. Esses termos sugerem alteração funcional, e não mecânica. Atenção a termos pouco usados (“negativa”) — sinal de alternativa inadequada.
Conforme revisões em otorrinolaringologia (Harrison’s - 21ª ed.), quadros de otite média recorrente em pediatria com disfunção da TA associam-se fortemente a fatores funcionais, refletindo falhas dinâmicas, não apenas anatomopatológicas.
Resumo: O colapso da TA sem fator físico direto, mais comum em crianças, define alteração funcional — o gabarito é C) funcional.
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