Uma gata adulta, 4,2 kg, sem histórico vacinal conhecido, é ...

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Q3917839 Veterinária
Uma gata adulta, 4,2 kg, sem histórico vacinal conhecido, é atendida em serviço de emergência veterinária apresentando letargia, anorexia, vômitos esporádicos, dor abdominal à palpação, mucosas hipocoradas, tempo de preenchimento capilar prolongado, taquicardia, hipotermia leve e desidratação estimada em aproximadamente 7%. O exame físico sugere quadro de abdômen agudo, e os exames laboratoriais iniciais evidenciam leucocitose com desvio à esquerda, aumento do lactato sérico e hipoproteinemia discreta. Frente à suspeita de processo abdominal com potencial indicação cirúrgica, o médico veterinário deve adotar uma conduta clínica inicial criteriosa.
Escolha a alternativa que aborda a estratégia/conduta mais adequada no caso clínico descrito. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso combina abdômen agudo com sinais de hipoperfusão/instabilidade: mucosas hipocoradas, TPC prolongado, taquicardia, hipotermia leve, desidratação, lactato elevado e leucocitose com desvio à esquerda. Nessa situação, a conduta inicial indicada é estabilização clínica com fluidoterapia intravenosa titulada, analgesia e monitorização, antes de definir laparotomia e protocolo anestésico, porque anestesia/cirurgia sem preparo mínimo aumentam o risco de hipotensão e colapso perioperatório.

Tema central: Abdômen agudo com instabilidade
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe laparotomia imediata independentemente da estabilização hemodinâmica e da analgesia. O enunciado mostra hipoperfusão e desidratação relevantes; anestesiar e operar nessas condições, sem ressuscitação inicial, aumenta risco de choque, hipotensão perioperatória e descompensação. A urgência cirúrgica não elimina a necessidade de estabilização mínima.
B
Certa
A alternativa B é a única que segue a sequência adequada no felino com suspeita de processo abdominal cirúrgico e sinais de má perfusão. O quadro descrito não permite anestesia ou laparotomia precipitadas, porque hipovolemia, hipoperfusão e inflamação sistêmica aumentam o risco de hipotensão perioperatória, colapso cardiovascular e morte. Por isso, a prioridade é estabilizar com fluidoterapia intravenosa ajustada à espécie felina, instituir analgesia multimodal, monitorar parâmetros vitais e marcadores de resposta, e usar os exames complementares para estimar gravidade e risco anestésico. A alternativa não nega cirurgia; ela coloca a cirurgia e a anestesia no momento tecnicamente mais seguro.
C
Errada
Está errada porque reduz o quadro a enterite aguda benigna sem sustentação clínica. Dor abdominal importante, mucosas hipocoradas, TPC prolongado, taquicardia, hipotermia leve, lactato elevado e leucocitose com desvio à esquerda apontam para condição sistêmica potencialmente grave e com possibilidade cirúrgica. Limitar a conduta a antiemético e antibiótico ignora a necessidade de suporte hemodinâmico, analgesia, monitorização e investigação.
D
Errada
Está errada porque propõe indução anestésica imediata sem avaliação pré-anestésica detalhada em um felino crítico, além de contenção física vigorosa. Em paciente hipovolêmico/hipoperfundido, isso aumenta o risco de colapso cardiovascular. A avaliação pré-anestésica e a correção mínima dos distúrbios hemodinâmicos são parte obrigatória da abordagem segura.
E
Errada
Está errada porque fluidoterapia exclusivamente oral não serve para ressuscitação de paciente com vômitos, desidratação e sinais de má perfusão. Além disso, analgesia leve e observação isolada subtratam um quadro com potencial indicação cirúrgica e marcadores de gravidade. A via adequada aqui é intravenosa, com monitorização seriada da resposta.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre abdômen agudo com potencial cirúrgico e cirurgia imediata sem preparo. A alternativa correta não adia indevidamente a cirurgia; ela exige estabilização, analgesia e avaliação anestésica antes da intervenção.
Dica para questões semelhantes
  • Em abdômen agudo, primeiro decida se há sinais de hipoperfusão ou instabilidade; se houver, a prioridade inicial é ressuscitação e monitorização, não anestesia precipitada.
  • Dor abdominal importante faz parte do tratamento inicial: analgesia adequada integra a estabilização e não deve ser omitida.
  • Em felinos, valorize a necessidade de fluidoterapia intravenosa titulada e reavaliação seriada, porque excesso ou insuficiência de reposição muda o risco anestésico-cirúrgico.

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