Com base no fragmento do primeiro parágrafo ―as mídias indus...

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Q4407119 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


A fórmula tomou o lugar da obra


   O século XX mudou drasticamente a maneira como o mundo funciona. A tecnologia nunca tinha avançado tão rápido, e as coisas pareciam cada vez mais imediatas. E foi aí que surgiram os meios de comunicação em massa, e desde então o mundo nunca mais foi o mesmo. Rádio, televisão, cinema. Tudo estava se popularizando, e as pessoas estavam gostando disso, principalmente as pessoas na ponta de cima do processo: os "patrões". Depois da queda de poder da religião — anunciada por Nietzsche: ―Deus está morto‖ — e da explosão capitalista, as mídias industriais chegaram na hora certa para transformar as nações em massas.

     A arte já não importava mais. Agora o dinheiro tomava as rédeas da produção cultural. E, como toda produção capitalista, ela se fazia em molde, em grande escala, naquilo que Theodor Adorno chamou de Indústria Cultural. [...]

   A comunicação de pares deu lugar à comunicação de massas, em que todos, autoritariamente, recebem a mesma mensagem, perdendo seu lugar de sujeito. É tudo padronizado, repetido. As produções usam as mesmas fórmulas (que garantem o sucesso de vendas) em tudo quanto é filme, programa de televisão e rádio, anúncio publicitário, etc. A originalidade do artista deu lugar aos rentáveis clichês da indústria.

   No meio dessas rupturas culturais e desenvolvimento técnico surge, no final da década de 1950, o movimento artístico chamado Pop Art. Agora que as massas estavam sendo atingidas, que a arte virou produto e que a reprodutibilidade técnica aflorou, os artistas dessa época deram início a obras que refletiam, parodiavam e criticavam o cenário mundial. [...]

   Como tudo virou produto, nada mais era único e individual. A comida era a mesma. O refrigerante era sempre igual. A novela que eu assisto é a mesma que meu amigo de outro estado vê. A padronização se distribuía para as massas (consumidoras), e dessa fábrica nem os seres humanos foram poupados. Elvis Presley e Marilyn Monroe não eram indivíduos; eram bens de consumo. Seus corpos tornaram-se meras imagens, imagens caras que eram vendidas nos shoppings culturais do mundo. Andy Warhol, maior expoente da Pop Art, representou essa despersonalização e objetificação dos famosos em suas obras, reproduzindo tecnicamente fotos deles. Podia-se ter 3, 6, 9, ou quantas Marilyns você quisesse. Ela não passava de um produto numa linha de montagem.


Fonte: SOARES, Alan. Pop Art: a industrialização da arte. Medium, 21 jul. 2017. Disponível em: https:// https://medium.com/@alan_soares/pop-art-a-industrializa%C3%A7%C3%A3o-da-arte-22c267d63a3e. Acesso em: 08 out. 2022. 
Com base no fragmento do primeiro parágrafo ―as mídias industriais chegaram na hora certa para transformar as nações em massas‖ e a leitura integral do texto acima, é possível entender que o tema central abordado pelo autor é:
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