Com base no fragmento do primeiro parágrafo ―as mídias indus...
Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Ano: 2022
Banca:
Prefeitura de Bauru - SP
Órgão:
Prefeitura de Bauru - SP
Prova:
Prefeitura de Bauru - SP - 2022 - Prefeitura de Bauru - SP - Especialista em Educação Adjunto - Professor Substituto de Educação Básica - Fundamental - 6º ao 9º ano - Arte |
Q4407119
Português
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder a questão:
A fórmula tomou o lugar da obra
O século XX mudou drasticamente a maneira como o mundo funciona. A
tecnologia nunca tinha avançado tão rápido, e as coisas pareciam cada vez mais
imediatas. E foi aí que surgiram os meios de comunicação em massa, e desde então o
mundo nunca mais foi o mesmo. Rádio, televisão, cinema. Tudo estava se
popularizando, e as pessoas estavam gostando disso, principalmente as pessoas na ponta
de cima do processo: os "patrões". Depois da queda de poder da religião — anunciada
por Nietzsche: ―Deus está morto‖ — e da explosão capitalista, as mídias industriais
chegaram na hora certa para transformar as nações em massas.
A arte já não importava mais. Agora o dinheiro tomava as rédeas da produção
cultural. E, como toda produção capitalista, ela se fazia em molde, em grande escala,
naquilo que Theodor Adorno chamou de Indústria Cultural. [...]
A comunicação de pares deu lugar à comunicação de massas, em que todos,
autoritariamente, recebem a mesma mensagem, perdendo seu lugar de sujeito. É tudo
padronizado, repetido. As produções usam as mesmas fórmulas (que garantem o
sucesso de vendas) em tudo quanto é filme, programa de televisão e rádio, anúncio
publicitário, etc. A originalidade do artista deu lugar aos rentáveis clichês da indústria.
No meio dessas rupturas culturais e desenvolvimento técnico surge, no final da
década de 1950, o movimento artístico chamado Pop Art. Agora que as massas estavam
sendo atingidas, que a arte virou produto e que a reprodutibilidade técnica aflorou, os
artistas dessa época deram início a obras que refletiam, parodiavam e criticavam o
cenário mundial. [...]
Como tudo virou produto, nada mais era único e individual. A comida era a
mesma. O refrigerante era sempre igual. A novela que eu assisto é a mesma que meu
amigo de outro estado vê. A padronização se distribuía para as massas (consumidoras),
e dessa fábrica nem os seres humanos foram poupados. Elvis Presley e Marilyn Monroe
não eram indivíduos; eram bens de consumo. Seus corpos tornaram-se meras imagens,
imagens caras que eram vendidas nos shoppings culturais do mundo. Andy Warhol,
maior expoente da Pop Art, representou essa despersonalização e objetificação dos
famosos em suas obras, reproduzindo tecnicamente fotos deles. Podia-se ter 3, 6, 9, ou
quantas Marilyns você quisesse. Ela não passava de um produto numa linha de
montagem.
Fonte: SOARES, Alan. Pop Art: a industrialização da arte. Medium, 21 jul. 2017. Disponível em: https://
https://medium.com/@alan_soares/pop-art-a-industrializa%C3%A7%C3%A3o-da-arte-22c267d63a3e.
Acesso em: 08 out. 2022.
Com base no fragmento do primeiro parágrafo ―as mídias industriais chegaram na
hora certa para transformar as nações em massas‖ e a leitura integral do texto acima, é
possível entender que o tema central abordado pelo autor é: