Um médico veterinário atua em um Centro de Controle de Zoon...

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Q3917830 Veterinária
Um médico veterinário atua em um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e é acionado para o atendimento de um cão adulto de grande porte, sem tutor identificado, apreendido após episódio de agressividade em via pública. O animal apresenta comportamento defensivo intenso, tentativas de fuga, vocalização, histórico desconhecido de vacinação e sinais clínicos compatíveis com dor aguda. Há necessidade de realização de exame clínico completo, coleta de sangue, limpeza de ferimentos e avaliação para possível encaminhamento cirúrgico.
Qual alternativa representa a conduta MAIS adequada para o manejo inicial do animal no caso descrito? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em um cão adulto, de grande porte, agressivo, doloroso e sem histórico conhecido, a conduta inicial deve priorizar segurança ocupacional e redução do sofrimento com avaliação à distância, contenção física apenas mínima e necessária e contenção química planejada com analgesia e monitorização. Força física isolada, sedação dissociativa em dose elevada sem planejamento, omissão assistencial ou anestesia geral imediata sem avaliação mínima são estratégias inadequadas e mais arriscadas, o que torna a alternativa C a única compatível com o caso.

Tema central: Contenção inicial segura
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe contenção física exclusiva com decúbito forçado em um cão grande, agressivo e com dor aguda. Pela fisiopatologia do estresse e da dor, isso tende a aumentar luta, vocalização, agressividade defensiva, risco de mordedura, trauma, hipertermia e piora clínica. O erro central é tratar o histórico desconhecido como contraindicação à contenção química; a base afirma o contrário: histórico desconhecido impõe cautela e monitorização, não omissão de sedação/analgesia planejadas.
B
Errada
Está errada porque transforma a contenção química em sedação dissociativa profunda padronizada, em dose elevada, sem avaliação inicial, sem planejamento e sem contenção física mínima segura. Isso é tecnicamente imprudente: sedação profunda não elimina automaticamente risco ocupacional, não substitui avaliação clínica e pode cursar com recuperação agitada, catalepsia, estímulo simpático e monitorização inadequada. O critério que exclui a alternativa é que a contenção química deve ser racional, integrada à analgesia e ao monitoramento, e não usada de forma indiscriminada.
C
Certa
A alternativa C é a única que descreve a conduta tecnicamente adequada para esse cenário: primeiro avaliar à distância o estado geral e a reatividade, depois usar contenção física mínima e segura apenas para viabilizar o manejo, e associar contenção química racional com analgesia, sedação e monitorização. Isso é o que se espera em animal agressivo e doloroso, porque a dor aumenta a reatividade, a contenção física excessiva piora estresse e risco de trauma, e o histórico desconhecido exige prudência e vigilância, não proibição de sedação. Além disso, o animal precisa de exame, coleta, limpeza de feridas e possível avaliação cirúrgica, o que torna inadequado qualquer manejo que não integre controle da dor, redução do risco ocupacional e viabilização técnica dos procedimentos.
D
Errada
Está errada porque o quadro descrito exige atendimento inicial: há dor aguda, ferimentos e necessidade de exame, coleta e limpeza. Isolamento pode ter papel acessório de biossegurança, mas não substitui a conduta clínica indicada. O erro médico é confundir risco ocupacional com abstenção assistencial; a base é clara ao afirmar que o correto é organizar manejo seguro, não liberar ou apenas manter isolado sem intervenção.
E
Errada
Está errada porque anestesia geral inalatória imediata não é método inicial padrão para cão agressivo apreendido, muito menos sem exame prévio, sem contenção física e sem etapa anterior de contenção adequada. A técnica inalatória requer aproximação segura, preparo e avaliação mínima, geralmente após estratégia de contenção e indução factível. O critério decisivo aqui é de anestesiologia aplicada: anestesia geral não substitui o manejo inicial planejado e não pode ser proposta como solução universal para agressividade.
Pegadinha da questão
A banca explorou a falsa ideia de que histórico desconhecido impede contenção química e de que, por segurança, o melhor seria escolher um extremo: força física isolada ou sedação/anestesia profunda imediata. O ponto correto era reconhecer que dor e agressividade exigem contenção química planejada associada à contenção física mínima e segura.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente agressivo e doloroso, pense primeiro em reduzir risco e sofrimento ao mesmo tempo: observação à distância, contenção física mínima e sedação/analgesia planejadas.
  • Histórico clínico desconhecido não proíbe contenção química; ele aumenta a necessidade de escolha prudente e monitorização.
  • Elimine alternativas extremas: força física isolada, sedação profunda padronizada sem avaliação, omissão assistencial e anestesia geral imediata sem preparo tendem a estar erradas.
  • Quando o enunciado inclui dor, isso muda a decisão de contenção: controlar a dor faz parte do manejo inicial, não é etapa secundária.

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