No paciente com síndrome de Boerhaave:

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Q1970003 Medicina
No paciente com síndrome de Boerhaave:
Alternativas

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Tema central: O foco da questão é a Síndrome de Boerhaave, caracterizada por perfuração espontânea do esôfago, geralmente após vômito intenso. Essa condição é uma emergência médica, com elevada mortalidade se não tratada prontamente.

Justificativa da alternativa correta (B): "O reparo de uma perfuração sem resolução de uma obstrução distal resulta em formação de fístula." Essa afirmação está correta porque, segundo a literatura, qualquer obstrução distal ao local da perfuração precisa ser obrigatoriamente solucionada antes do reparo. Se isso não ocorrer, haverá acúmulo e aumento de pressão intraluminal no esôfago, facilitando o rompimento do reparo cirúrgico e criando fístulas persistentes.
Segundo o Sabiston – Tratado de Cirurgia: “O êxito do reparo do esôfago depende, dentre outros fatores, da ausência de obstrução distal.”

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) A exclusão pode ser considerada para certos casos, mas a frase afirma que “não é recomendada para perfurações baixas em que a preservação do órgão é possível”, o que é um equívoco. Cada caso exige individualização; a preservação é preferida onde possível, mas exclusão pode ser indicada em casos graves, independentemente da localização.

C) A gravidade da inflamação do tecido ao redor da perfuração é determinante para a escolha entre abordagem conservadora, endoscópica ou cirúrgica. Portanto, é sim um fator decisivo para definir a conduta.

D) O “período de ouro” para o fechamento primário situa-se nas primeiras 24 horas pós-perfuração, e não até 48 horas, como sugere a alternativa. Procedimentos realizados depois desse intervalo têm maior risco de insucesso.

E) A exclusão e a ressecção não são indicadas em qualquer paciente estável; são procedimentos de exceção e reservados para situações em que o paciente pode tolerar e as alternativas menos invasivas já foram descartadas. O critério é individual e fundamentado na gravidade, extensão da lesão e estado clínico.

Estratégias de prova e pegadinhas: Fique atento a generalizações absolutas (palavras como “qualquer”, “nunca”, “sempre”), pois raramente refletem a realidade médica. Observe também termos temporais: para a Síndrome de Boerhaave, o tempo de evolução é fundamental.

Mensagem final: O domínio da fisiopatologia e das condutas cirúrgicas para o manejo das emergências gastrointestinais aumenta muito sua segurança para resolver questões, principalmente ao perceber fatores que inviabilizam o sucesso da cirurgia como a obstrução distal.

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A síndrome de Boerhaave é uma condição rara que resulta da ruptura completa da parede esofágica, geralmente como resultado de forçar o vômito. A opção B é a correta porque o reparo de uma perfuração sem resolução de uma obstrução distal resulta em formação de fístula, o que pode levar a complicações graves, como mediastinite e sepse. A opção A é incorreta porque a exclusão é recomendada em todos os casos de síndrome de Boerhaave, independentemente da localização da perfuração. A opção C é incorreta porque o grau de inflamação é uma variável importante a ser considerada no tratamento cirúrgico. A opção D é incorreta porque o período ideal para o fechamento primário da perfuração é dentro das primeiras 24 horas. A opção E é incorreta porque a exclusão só deve ser realizada em casos de instabilidade do paciente ou quando a ressecção é necessária.

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