Com relação aos divertículos do esôfago (DE), assinale a al...
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Tema central: Os divertículos do esôfago (DE) são bolsas que se formam na parede do esôfago, podendo variar em localização, mecanismo fisiopatológico e implicações clínicas. Eles são classificados, principalmente, em divertículos de tração, pulsatilidade (como Zenker) e epifrênicos. A diferenciação anatômica e funcional é fundamental para diagnóstico e manejo correto, temas frequentes em provas de Residência Médica.
Alternativa correta: D – "Um esofagograma é a melhor ferramenta diagnóstica para detectar a presença de um DE epifrênico."
Justificativa: O esofagograma, também chamado radiografia contrastada do esôfago, é o exame de escolha para avaliar divertículos esofágicos, especialmente os epifrênicos, pois demonstra com clareza alterações anatômicas, tamanho, e permite identificar distúrbios de motilidade. Segundo artigo na Revista da Associação Médica Brasileira: “O diagnóstico que melhor define o divertículo é a radiografia contrastada de esôfago, que também demonstra o distúrbio de motilidade.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Os divertículos de tração, classicamente secundários a processos inflamatórios mediastinais, acometem o esôfago médio, não o distal. Isso se deve à proximidade com linfonodos do espaço traqueobrônquico, nunca no segmento distal.
B) No divertículo de Zenker maior que cinco centímetros, o tratamento de escolha é diverticulectomia associada à miotomia do músculo cricofaríngeo. A miotomia isolada não resolve os sintomas ou evita complicações em tamanhos significativos.
C) A abordagem endoscópica pode ser considerada para Zenker entre 2 e 5 cm, dependendo dos sintomas e da expertise do serviço. Portanto, não deve ser descartada como opção.
E) Os divertículos epifrênicos se localizam no esôfago distal, próximo ao diafragma, geralmente acima do esfíncter esofágico inferior, e não no esôfago proximal.
Dicas para provas: Atenção a termos como “melhor ferramenta diagnóstica” e localização anatômica. Provas adoram cobrar detalhamentos anatômicos e nuances de conduta. Desconfie de opções muito “excludentes” (“deve ser descartado”, “apenas”, etc.) em decisões clínicas.
Obras de referência: UpToDate e Harrison’s Principles of Internal Medicine confirmam o papel central do esofagograma para avaliação inicial dos DE. Reforce leitura das tabelas comparativas desses manuais.
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