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Q1922093 Português
Assinale a alternativa em que a concordância esteja de acordo com o que preceitua a gramática normativa: 
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Tema central: Concordância verbal na norma-padrão. Esta questão avalia o entendimento das regras gramaticais para o emprego correto dos verbos, especialmente em situações com sujeitos complexos ou verbos impessoais.

Alternativa correta: C"Há de haver soluções eficazes para que se reduza o valor do IPTU."

Justificativa: O verbo haver, quando utilizado no sentido de "existir", é impessoal, ou seja, não apresenta sujeito e deve permanecer sempre no singular (há muitos motivos). Essa impessoalidade mantém-se em locuções verbais como há de haver. Também está correta a expressão "para que se reduza", pois o verbo concorda com "o valor do IPTU" (singular).

Análise das alternativas incorretas:

A) "Não se discutia, como os munícipes esperavam, as questões essenciais sobre acessibilidade."

Erro de concordância: O sujeito ("as questões essenciais") está no plural, então o verbo deveria ser "discutiam". Pela norma-padrão (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa): “O verbo concorda com o núcleo do sujeito.”

B) "Na sessão última, assistiram-se aos vereadores debaterem posições complexas."

"Assistir", no sentido de "presenciar", é transitivo indireto e exige a preposição "a" (assistiu aos vereadores). Com a partícula "se" indeterminando o sujeito, o verbo deve ficar no singular ("assistiu-se"). O erro está na flexão para o plural.

D) "Acreditamos que já fazem alguns anos que o fato ocorreu."

O verbo "fazer", indicando tempo transcorrido, também é impessoal e deve ficar no singular: "faz alguns anos". Segundo Cunha & Cintra: "Fazer indicando tempo decorrido é impessoal, invariável."

Dica de prova: Sempre que encontrar verbos como haver (no sentido de existir) ou fazer (indicando tempo), mantenha-os no singular independentemente do complemento. Nas locuções, a impessoalidade permanece.

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Comentários

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Questão aparentemente simples de concordância, porém, a meu ver, difícil para os alunos iniciantes. Não esmoreça devido a um eventual erro: basta observar o índice de desacertos elevadíssimo.

Item a item:

a) Não se discutia, como os munícipes esperavam, as questões essenciais sobre acessibilidade.

Incorreto. Deve o verbo "discutir" concordar com o núcleo "questões", visto que esse "se" demarca a presença da voz passiva sintética, não sendo, pois, índice de indeterminação de sujeito, situação que exigiria o verbo na terceira pessoa do singular. Correção: "Não se discutiam (...) as questões...";

b) Na sessão última, assistiram-se aos vereadores debaterem posições complexas. 

Incorreto. Nessa estrutura, a partícula "se" é índice de indeterminação de sujeito, de modo que o verbo "assistir" deve ficar na terceira pessoa do singular. Correção: "Na sessão última, assistiu-se aos vereadores (...)";

c) Há de haver soluções eficazes para que se reduza o valor do IPTU.

Correto. Atentem para a construção "haver de". Se ela for seguida de verbo impessoal (no caso o "haver" com o sentido de existência), a pluralização está proibida. Por isso se diz "há de haver", e não "hão de haver" ou "há de haverem". No entanto, se o verbo que seguir a construção "haver de" for pessoal, a flexão do "haver" far-se-á normalmente. Ex.: hão de existir homens honestos na política. Flexionou-se o verbo "haver" porque "existir" é pessoal. Muito cuidado com esse caso particular em nossa língua;

d) Acreditamos que já fazem alguns anos que o fato ocorreu.

Incorreto. Como nos é sabido, os verbos impessoais não possuem sujeito, por isso devem ficar na terceira pessoa do singular. "Fazer", com sentido de tempo pretérito, passado, corrido, não sofre variação, por ser impessoal. Correção: "Acreditamos que já faz alguns anos (...)".

Letra C

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