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Q3412783 Fonoaudiologia
A disfagia é um distúrbio da deglutição decorrente de causas neurológicas e/ou estruturais que pode ser decorrente de traumas de cabeça e pescoço, de acidente vascular encefálico, de doenças neuromusculares degenerativas, de câncer de cabeça e pescoço, de demências e encefalopatias. A disfagia, mais frequentemente, reflete problemas envolvendo a cavidade oral, faringe, esôfago ou transição esofagogástrica. A disfagia ou dificuldade na deglutição pode resultar na entrada de alimento na via aérea, o que desencadeia tosse, sufocação/asfixia, problemas pulmonares e aspiração. Também, gera déficits nutricionais, desidratação com resultado em perda de peso, pneumonia e morte.
Caso clínico: Após avaliação, por meio do uso do Protocolo de Avaliação de Risco para Disfagia (PARD), o paciente passou por alimentação oral foi suplementada por via alternativa, com sinais de aspiração para duas consistências e apresentou tosse reflexa fraca ou ausente. O fonoaudiólogo identificou a existência de risco significativo de aspiração. O paciente, nesse caso, pode se alimentar de algumas consistências, utilizando técnicas específicas para minimizar o potencial de aspiração e/ou facilitar a deglutição, com necessidade de supervisão.
Marque a alternativa que melhor classifica o grau da disfagia do caso hipotetizado. 
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Alternativa correta: D - Disfagia orofaríngea moderada.

Tema central: A questão aborda a classificação do grau de disfagia orofaríngea com base em sinais clínicos e protocolos de avaliação. É essencial compreender os critérios fonoaudiológicos para diferenciar os graus de disfagia, pois isso impacta diretamente a conduta terapêutica e a segurança alimentar do paciente.

Resumo teórico: A disfagia orofaríngea ocorre quando há comprometimento da fase oral e/ou faríngea da deglutição, sendo classificada de acordo com a gravidade dos sinais clínicos e o risco de aspiração:

  • Leve: Pouco impacto funcional, tosse eficaz, risco de aspiração baixo, restrição mínima de consistências.
  • Moderada: Restrição de múltiplas consistências, risco significativo de aspiração, tosse reflexa fraca ou ausente, necessidade de supervisão durante a alimentação e/ou uso de técnicas compensatórias.
  • Grave: Risco elevado de aspiração mesmo com restrição alimentar, necessidade de alimentação alternativa exclusiva ou suspensão completa da via oral.
Fonte: Protocolo de Avaliação de Risco para Disfagia (PARD) e literatura fonoaudiológica (Manual de Disfagia – Furkim & Santini, 2017).

Justificativa: O caso descreve um paciente com:

  • Sinais de aspiração em duas consistências
  • Tosse reflexa fraca ou ausente
  • Suplementação por via alternativa
  • Necessidade de técnicas específicas e supervisão
Esses critérios caracterizam disfagia orofaríngea moderada, pois há comprometimento importante com risco relevante de aspiração, mas o paciente ainda pode receber alimentação oral sob cuidados específicos. Isso exclui tanto a forma leve (menos riscos e restrições) quanto a grave (restrição quase total da via oral).

Análise das alternativas incorretas:

  • A e B (Leve/Leve a moderada): Não contemplam o risco significativo de aspiração e a necessidade de supervisão/tecnologias compensatórias.
  • C e E (Grave/Moderada a grave): Descreveriam situações em que a alimentação oral está completamente suspensa ou é praticamente impossível sem alto risco de eventos adversos graves.

Estrategicamente, ao interpretar questões assim, busque por palavras-chave no caso clínico: "sinais de aspiração", "tosse ausente", "supervisão", "suplementação". Esses termos geralmente indicam gravidade moderada do quadro.

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