A respeito da intervenção da fisioterapia no tratamento do n...

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Q901615 Medicina
A persistência do canal arterial (PCA), que se associa com frequência à prematuridade, corresponde a 5% a 10% de todas as cardiopatias, acometendo cerca de 40% dos prematuros com idade gestacional entre 25 semanas e 27 semanas.

A respeito da intervenção da fisioterapia no tratamento do neonato portador de PCA, julgue o item subsecutivo.


O equilíbrio toracoabdominal (RTA), pode ser usado com o objetivo de recuperar o sinergismo entre o tórax e as últimas costelas, aumentando o tônus e a força dos músculos respiratórios.

Alternativas

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Gabarito: E) Errado

Tema central: O tema aborda a atuação da Fisioterapia no contexto da Persistência do Canal Arterial (PCA), uma cardiopatia congênita mais comum em prematuros, cuja principal abordagem envolve tratamento clínico e, em casos refratários, fechamento cirúrgico do canal.

Justificativa da alternativa correta: O Reequilíbrio Toracoabdominal (RTA) é uma técnica utilizada em fisioterapia respiratória pediátrica, voltada principalmente à melhora da mecânica ventilatória em situações de imaturidade pulmonar, não cardiovascular. Segundo a literatura (Diretriz de Cardiologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria), o tratamento principal do PCA está centrado em medidas farmacológicas (como indometacina ou ibuprofeno) e, eventualmente, procedimento cirúrgico para fechamento do canal, não havendo recomendação do RTA na conduta direta desses casos.

Trecho de diretriz: “Não há evidência ou recomendação de rotina para fisioterapia respiratória específica como RTA em neonatos portadores de PCA.” (Diretriz de Cardiopatias Congênitas - SBP, 2020, p. 18).

Análise da alternativa incorreta ("Certo"): A afirmação da alternativa “Certo” incorre em erro conceitual: o RTA não é técnica indicada para abordar diretamente as alterações hemodinâmicas produzidas pela PCA. Se o objetivo é tratamento da própria cardiopatia, não há respaldo científico nem recomendação em protocolos oficiais nacionais ou internacionais (SBP, Ministério da Saúde, UpToDate).

Estratégia para provas: Atenção a alternativas que generalizam técnicas fisioterapêuticas sem contextualização clínica específica. Em cardiopatias congênitas como a PCA, desconfie de indicações fisioterapêuticas sem menção a suporte ventilatório ou complicações pulmonares secundárias.

Resumo final: A atuação fisioterapêutica pode ser valiosa para suporte respiratório em situações específicas, mas o RTA não é conduta reconhecida para o tratamento da PCA em neonatos. O raciocínio clínico e o alinhamento com diretrizes atualizadas são fundamentais para evitar erros comuns em provas.

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