O monitoramento do "Pé Diabético" é uma competência essenci...

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Q3835669 Enfermagem
O monitoramento do "Pé Diabético" é uma competência essencial do Enfermeiro para prevenção de ulcerações e amputações. Acerca da avaliação neurológica e vascular do pé diabético, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O teste de sensibilidade protetora plantar com o monofilamento de Semmes-Weinstein de 10g é o exame clínico simplificado de maior valor preditivo para identificar o risco de ulceração.
(__)A presença de pulsos pediosos e tibiais posteriores amplos descarta completamente a possibilidade de neuropatia autonômica, pois a circulação macrovascular garante a integridade dos nervos periféricos.
(__)A onicomicose e a presença de calosidades são consideradas alterações benignas em pacientes diabéticos, não necessitando de intervenção ou acompanhamento especializado de enfermagem.
(__)O índice tornozelo-braquial (ITB) é um método não invasivo para avaliar a presença de doença arterial obstrutiva periférica, sendo calculado pela razão entre a pressão sistólica do tornozelo e do braço.
(__)A educação para o autocuidado, incluindo a orientação para nunca andar descalço e inspecionar os pés diariamente com auxílio de um espelho, é a intervenção de enfermagem mais custo-efetiva.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A resolução depende de reconhecer, no pé diabético, a separação entre avaliação neurológica, avaliação vascular e prevenção: o monofilamento de 10 g identifica perda da sensibilidade protetora e risco de ulceração; pulsos periféricos preservados não excluem neuropatia; calosidades e onicomicose aumentam risco de lesão; o ITB é a razão entre pressão sistólica do tornozelo e do braço para rastrear DAOP; e a educação para autocuidado diário é medida preventiva central. Isso conduz à sequência V, F, F, V, V.

Tema central: Pé diabético
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque torna verdadeira a 2ª assertiva e falsa a 4ª. A presença de pulsos pediosos e tibiais posteriores não descarta neuropatia autonômica nem outras formas de neuropatia diabética, já que exame vascular preservado não garante integridade neural periférica. Além disso, a definição do ITB está correta: é a razão entre a pressão sistólica do tornozelo e a pressão sistólica braquial para rastrear doença arterial obstrutiva periférica.
B
Errada
Está errada por considerar verdadeira a 2ª assertiva e falsa a 5ª. O erro médico da 2ª é confundir circulação macrovascular com avaliação neurológica: pulsos presentes não excluem neuropatia. O erro da 5ª é negar o valor da educação para autocuidado, quando a inspeção diária dos pés e a orientação para não andar descalço são medidas preventivas centrais e custo-efetivas no pé diabético.
C
Certa
A alternativa C é a única compatível com os fundamentos clínicos consolidados do pé diabético. A 1ª assertiva é verdadeira porque o monofilamento de 10 g é o exame clínico simplificado central para identificar perda da sensibilidade protetora plantar, um marcador importante de risco de ulceração. A 2ª é falsa porque perfusão macrovascular preservada, expressa por pulsos palpáveis, não afasta neuropatia diabética, inclusive autonômica; são eixos de avaliação distintos. A 3ª é falsa porque calosidades e onicomicose não são achados benignos no diabético: aumentam pressão focal, trauma, fissuras e risco infeccioso, exigindo seguimento. A 4ª é verdadeira porque o ITB é um método não invasivo de avaliação vascular calculado pela razão entre a pressão sistólica do tornozelo e a do braço. A 5ª é verdadeira porque orientar inspeção diária dos pés e não andar descalço compõe a prevenção básica e custo-efetiva das ulcerações.
D
Errada
Está errada em três pontos. A 1ª assertiva não é falsa, porque o monofilamento de 10 g tem papel central na detecção da perda da sensibilidade protetora plantar e na estratificação de risco de ulceração. A 2ª não é verdadeira, porque pulsos preservados não excluem neuropatia. A 3ª também não é verdadeira, pois calosidades e onicomicose aumentam risco de lesão, trauma, fissuras e infecção, exigindo acompanhamento de enfermagem.
E
Errada
Está errada porque falsifica a 1ª e a 5ª assertivas e torna verdadeira a 3ª. O monofilamento de 10 g é método clínico simplificado relevante para detectar perda da sensibilidade protetora, portanto a 1ª é verdadeira. Calosidades e onicomicose não são alterações benignas no paciente diabético, então a 3ª é falsa. A 5ª é verdadeira porque a educação para inspeção diária e proteção contra traumas é parte essencial da prevenção de ulceração.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre exame vascular e exame neurológico, levando o candidato a achar que pulsos periféricos palpáveis excluem neuropatia, e também testa se ele banaliza calosidades e onicomicose no diabético.
Dica para questões semelhantes
  • No pé diabético, avalie separadamente sensibilidade protetora e perfusão: pulsos normais não afastam neuropatia.
  • Monofilamento de 10 g aponta perda da sensibilidade protetora e risco de ulceração.
  • Calosidades e alterações ungueais ou micóticas devem ser tratadas como fatores de risco, não como achados triviais.
  • Se a alternativa descrever ITB como PAS tornozelo dividida pela PAS braquial e vinculá-lo à DAOP, essa definição está correta.

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