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Q3547197 Medicina
O termo cranioestenose ou craniossinostose se caracteriza como uma malformação congênita causada pelo processo de fusão prematura de uma (simples) ou múltiplas suturas cranianas (composta), manifestando consequências como, deformidades cranianas ou craniofaciais e graus variados de desproporção volumétrica entre o crânio e o encéfalo. As alterações nas suturas causam restrições no desenvolvimento de parte do crânio, compensadas por crescimento anormal em outras áreas. Quanto mais suturas estiverem envolvidas na fusão prematura, maior é o risco da subsequente restrição do crescimento normal do encéfalo e limitação do desenvolvimento neurológico da criança. É correto afirmar: 
Alternativas

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Tema central: Craniossinostose é a fusão prematura de uma ou mais suturas cranianas. Essa condição pode resultar em deformidades craniofaciais, restrição do crescimento encefálico e déficits no desenvolvimento neurológico, especialmente se múltiplas suturas estiverem envolvidas. O reconhecimento precoce é fundamental.

Justificativa da alternativa correta – Alternativa A:

A alternativa A está correta pois traz informações epidemiológicas e clínicas respaldadas por evidências e consensos científicos. 85% dos casos são não sindrômicos; desses, 75% apresentam sinostose de sutura única, e a sutura sagital é responsável por cerca de 60% desses casos. O texto menciona corretamente as principais complicações: hipertensão intracraniana, hidrocefalia, obstrução das vias aéreas superiores e atraso do desenvolvimento, especialmente em craniossinostoses associadas a síndromes.

De acordo com o Guia Diagnóstico de Anomalias Congênitas no Pré-Natal e ao Nascimento (Ministério da Saúde):
“A craniossinostose ocorre quando as suturas se fecham precocemente, limitando a capacidade de o cérebro e o crânio crescerem…”

Além disso, autores como Cohen (em Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed.) reforçam: “Em cerca de 80-85% dos casos, a craniossinostose é não sindrômica e acomete geralmente uma única sutura, sendo a sagital a mais comum.”

Análise das alternativas incorretas:

B) Incorreta. Não há associação clinicamente relevante nem prevalente entre craniossinostose e malformações do sistema nervoso autônomo. As comorbidades mais citadas são endocrinológicas, cardíacas e musculoesqueléticas (principalmente nas sindrômicas).

C) Incorreta. Atenção ao detalhamento das complicações: craniossinostose leva ao aumento, não diminuição, da pressão intracraniana. O restante da alternativa, embora misture complicações possíveis, apresenta esse erro conceitual grave.

D) Incorreta. A terapia com capacete é adjuvante, mas não se recomenda uso por até 3 anos após cirurgia. O período correto é de 6 a 12 meses, conforme consenso internacional e recomendações de sociedades de neurocirurgia pediátrica.

Dicas práticas de prova: Fique atento a detalhes como quantificações epidemiológicas, erros conceituais (ex.: aumento vs. diminuição da hipertensão intracraniana) e protocolos cirúrgicos realistas. Palavras como “sempre”, “nunca” ou números redondos tendem a ser pontos-chave para análise crítica.

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