O termo cranioestenose ou craniossinostose se caracteriza c...
Gabarito comentado
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Tema central: Craniossinostose é a fusão prematura de uma ou mais suturas cranianas. Essa condição pode resultar em deformidades craniofaciais, restrição do crescimento encefálico e déficits no desenvolvimento neurológico, especialmente se múltiplas suturas estiverem envolvidas. O reconhecimento precoce é fundamental.
Justificativa da alternativa correta – Alternativa A:
A alternativa A está correta pois traz informações epidemiológicas e clínicas respaldadas por evidências e consensos científicos. 85% dos casos são não sindrômicos; desses, 75% apresentam sinostose de sutura única, e a sutura sagital é responsável por cerca de 60% desses casos. O texto menciona corretamente as principais complicações: hipertensão intracraniana, hidrocefalia, obstrução das vias aéreas superiores e atraso do desenvolvimento, especialmente em craniossinostoses associadas a síndromes.
De acordo com o Guia Diagnóstico de Anomalias Congênitas no Pré-Natal e ao Nascimento (Ministério da Saúde):
“A craniossinostose ocorre quando as suturas se fecham precocemente, limitando a capacidade de o cérebro e o crânio crescerem…”
Além disso, autores como Cohen (em Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed.) reforçam: “Em cerca de 80-85% dos casos, a craniossinostose é não sindrômica e acomete geralmente uma única sutura, sendo a sagital a mais comum.”
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta. Não há associação clinicamente relevante nem prevalente entre craniossinostose e malformações do sistema nervoso autônomo. As comorbidades mais citadas são endocrinológicas, cardíacas e musculoesqueléticas (principalmente nas sindrômicas).
C) Incorreta. Atenção ao detalhamento das complicações: craniossinostose leva ao aumento, não diminuição, da pressão intracraniana. O restante da alternativa, embora misture complicações possíveis, apresenta esse erro conceitual grave.
D) Incorreta. A terapia com capacete é adjuvante, mas não se recomenda uso por até 3 anos após cirurgia. O período correto é de 6 a 12 meses, conforme consenso internacional e recomendações de sociedades de neurocirurgia pediátrica.
Dicas práticas de prova: Fique atento a detalhes como quantificações epidemiológicas, erros conceituais (ex.: aumento vs. diminuição da hipertensão intracraniana) e protocolos cirúrgicos realistas. Palavras como “sempre”, “nunca” ou números redondos tendem a ser pontos-chave para análise crítica.
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