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Q3547189 Medicina
Nos últimos anos, os marcadores moleculares têm ganhado importância no diagnóstico e classificação dos gliomas, principalmente pela predição do comportamento biológico e prognóstico desses tumores. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) proposta em 2016 já havia incorporado marcadores moleculares de alguns tumores do sistema nervoso central, o que foi ampliado na nova classificação de 2021, com novos biomarcadores. Quanto aos gliomas, as principais diferenças foram: a divisão entre gliomas dos tipos adulto e infantil; a combinação histológica e molecular na classificação das neoplasias gliais; o reconhecimento de novas entidades neoplásicas; a revisão da nomenclatura com abolição de termos de graduação como anaplásico. A nova classificação da OMS de 2021 inclui apenas três tipos de gliomas difusos do adulto: astrocitoma, IDH- mutado; oligodendroglioma, IDH-mutado e 1p/19q codeletado; e glioblastoma, IDH-selvagem. Em relação ao astrocitoma, IDH- mutado, é correto afirmar: 
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Tema central: A questão aborda a classificação e os achados essenciais dos astrocitomas IDH-mutados segundo a Classificação da OMS 2021 dos Tumores do Sistema Nervoso Central, tema frequente em provas para médicos devido ao impacto prognóstico e terapêutico desses marcadores.

Justificativa da alternativa correta (A):

A alternativa A está correta ao descrever detalhadamente como os astrocitomas IDH-mutados são classificados: pelos graus 2, 3 e 4 (OMS 2021), unindo critérios histológicos e moleculares. Os graus 2 (baixo grau) são tumores lentos, infiltrativos, mal delimitados, com alto sinal em T2/RM e pouco ou nenhum realce pós-contraste. Podem apresentar sinal mismatch T2/FLAIR (destaque em imagem). Já os de alto grau (3/4) mostram realce, necrose central e rCBV elevado. Critério fundamental: a deleção homozigótica de CDKN2A/B é suficiente para grau 4, mesmo sem necrose ou proliferação microvascular (OMS 2021, pág. 6). Além disso, é correto afirmar que astrocitomas de baixo grau podem evoluir para alto grau.

Dica de prova: Repare que o texto reúne imagem, histologia e biologia molecular – padrão da abordagem contemporânea e exigida em concursos.

Análise das alternativas incorretas:

B) Confunde astrocitoma IDH-mutado com glioblastoma IDH-selvagem. As alterações de TERT, EGFR e 7+/10- são critério de glioblastoma IDH-selvagem, e não de astrocitoma IDH-mutado (OMS, quadro 4.2).

C) Erra ao afirmar que é “bem delimitado” e que pode simular encefalomalácia ou apresentar hiperintensidade periférica em T1, alterações não típicas e potencialmente confusas para diferenciar de lesões não neoplásicas.

D) Descreve codeleção 1p/19q como critério de astrocitoma, mas esta mutação define, obrigatoriamente, oligodendroglioma (IDH-mutado, 1p/19q codeletado), conforme a OMS 2021. Além disso, calcificações grosseiras são mais características dos oligodendrogliomas.

Estratégia para a prova: Ao enfrentar questões que envolvam marcadores moleculares, leia atentamente a descrição e distinga as principais alterações genéticas (IDH, 1p/19q, CDKN2A/B, TERT) e suas implicações diagnósticas!

Referências:
OMS 2021—Classificação dos Tumores do SNC; UpToDate: "Adult diffuse gliomas: Classification, pathologic features, and molecular markers".

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astrocitoma IDH-mutado é um tipo de tumor cerebral originário de astrócitos, células de suporte no cérebro. Ele se caracteriza pela mutação no gene IDH1 ou IDH2, que diferencia esses tumores de outros gliomas e influencia seu prognóstico mais favorável.��

Definição e CaracterísticasEsses tumores são difusos e infiltrativos, sem bordas nítidas, e são classificados pela OMS em graus 2, 3 ou 4, com base em histologia e marcadores moleculares como ausência de codeleção 1p/19q (diferente de oligodendrogliomas) e perda de ATRX.�� A mutação IDH, como IDH1 R132H, ocorre em cerca de 90% dos casos de astrocitomas ou oligodendrogliomas de graus 2-3.� Sintomas comuns incluem convulsões, dores de cabeça e alterações graduais neurológicas

Classificação OMSGrau 2: Crescimento lento, atipia leve, sobrevida média de 3,9 a 10,8 anos.�Grau 3: Anaplasia maior, proliferação celular elevada.Grau 4: Elevado por deleção homozigótica de CDKN2A/CDKN2B, mesmo com histologia de grau inferior, indicando agressividade.�A análise molecular (imuno-histoquímica, sequenciamento) é crucial para diagnóstico preciso e exclusão de gliomas IDH-selvage

Prognóstico e TratamentoTumores IDH-mutados têm curso mais lento e melhor sobrevida que os IDH-selvagens.� Tratamento inicial envolve cirurgia máxima segura, seguida de radioterapia e quimioterapia (ex.: temozolomida); terapias-alvo como vorasidenibe são promissoras para IDH1/IDH2 mutados.� Recorrência é risco, mas análises genéticas guiam opções personalizadas.�

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