João, um dos funcionários do condomínio, percebeu um
cão o seguindo no caminho para o trabalho. O cão, que
se revelou persistente, adentrou o condomínio e seguiu
João até o vestiário dos vigias. Logo, o cão foi nomeado
"Branquinho" pela vizinha Marly.
Branquinho tornou-se parte da rotina do condomínio,
acompanhando João em seu turno e conquistando a
simpatia dos moradores. Alimentado por todos, ele
rapidamente ganhou peso e mostrou não gostar de
gatos, perseguindo-os incansavelmente. Em uma dessas
perseguições, João teve que resgatá-lo de um telhado.
Branquinho decidiu ficar no condomínio em tempo
integral, tornando-se um vigia atento.
Mesmo desaparecendo em alguns fins de semana,
sempre retornava machucado. Descobriu-se que
Branquinho era um conquistador canino, envolvendo-se
em brigas por amor. Eventualmente, ele apareceu com
uma doença incurável e perdeu a visão de um olho.
Um acidente o deixou ainda mais debilitado, mas ele se
recuperou e voltou com uma cadelinha, "Filé". Pouco
tempo depois, Branquinho desapareceu, provavelmente
para morrer sozinho. Ele deixou uma lembrança eterna
na comunidade, enquanto Filé permaneceu como um
tributo ao amigo leal.