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Q1730458 Medicina
Na cirrose hepática, o edema é generalizado, mas quase sempre discreto (+ a ++). Predomina, nos membros inferiores, e é comum a ocorrência de ascite, concomitantemente. É correto afirmar que o edema, na cirrose, apresenta-se:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda as características do edema na cirrose hepática. Entender o edema nesse contexto requer conhecimento sobre os mecanismos fisiopatológicos da doença hepática avançada, principalmente a insuficiência na produção de proteínas plasmáticas (como a albumina) e alterações hemodinâmicas.

Justificativa da alternativa correta (C): Mole, inelástico e indolor.

Na cirrose, a diminuição da produção de albumina pelo fígado reduz a pressão oncótica plasmática, favorecendo a saída de líquido dos vasos para o interstício. Além disso, há retenção de sódio e água devido à ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Tais fatores explicam o edema caracteristicamente mole (depressível à digitopressão) e inelástico (a pele retorna lentamente ao pressionar). Por não estar ligado a inflamação local aguda, o edema é indolor.

Segundo o Harrison's Principles of Internal Medicine e as bases práticas de Semiologia, “o edema de origem hepática é mole, normalmente indolor e não associado a sinais inflamatórios locais”. Na prática, é comum observar a associação de edema periférico discreto e ascite.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Mole, elástico e indolor: "Elástico" está incorreto. Em edemas crônicos, como na cirrose, a elasticidade da pele está diminuída.
  • B) Mole, inelástico e álgico: O termo "álgico" contradiz a literatura. Edema hepático, excetuando causas como infecção secundária, não dói.
  • D) Duro, inelástico e indolor: "Duro" não representa o edema da cirrose, mas pode estar relacionado ao linfedema crônico.
  • E) Duro, inelástico e álgico: São três características não condizentes com o padrão do edema hepático, já que ser “duro” e “álgico” indica outro diagnóstico (inflamação ou linfedema).

Estratégias de prova: Atenção aos adjetivos usados nas alternativas! Termos como “duro”, “álgico” e “elástico” são pistas de pegadinha, pois não condizem com o edema típico da cirrose hepática.

Resumo prático: Em provas, ao identificar edema em paciente com cirrose, pense em mole, inelástico e indolor como padrão. Esta é uma informação clássica da Semiologia que cai com frequência em concursos.

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Na cirrose hepática, o edema é caracterizado como mole, inelástico e indolor, o que torna a alternativa C a resposta correta. É importante destacar que, nesse caso, o edema é generalizado, mas discreto, predominando nos membros inferiores e ocorrendo concomitantemente com a ascite. A moleza do edema é resultado do acúmulo de líquidos nos tecidos, enquanto a inelasticidade está relacionada à dificuldade do tecido em retornar ao seu estado normal devido à pressão do líquido acumulado. A ausência de dor está associada à falta de inflamação local.

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