Sobre a função dos Tribunais de Contas na fiscalização das c...

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Q2811531 Direito Constitucional

Sobre a função dos Tribunais de Contas na fiscalização das contas públicas Municipais, marque a opção errada:


( ) O Tribunal de Contas é órgão auxiliar da Câmara Municipal.

( ) Na condição de órgão auxiliar do Poder Legislativo Municipal, Tribunal de Contas não efetua julgamento de contas públicas, apenas emite parecer prévio.

( ) A condição de órgão auxiliar do Poder Legislativo Municipal, não retira a competência dos Tribunais de Contas de julgar Presidentes de Câmaras Municipais.

( ) Os recursos repassados pela União Federal aos Municípios, através de convênios, serão fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União, onde serão julgadas, não competindo à Câmara Municipal sua apreciação.


Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.

Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A Constituição Federal, art. 71, II, combinado com o art. 75, atribui aos Tribunais de Contas competência para julgar contas de administradores: “II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;”. Como a terceira assertiva trata das contas dos presidentes de Câmaras Municipais enquanto administradores, a sequência oficial F–F–F–F não se sustenta juridicamente.

Tema central: Competências dos Tribunais de Contas
Análise das alternativas
A
Errada
A sequência V–V–F–F erra ao considerar verdadeira a segunda assertiva: o parecer prévio sobre as contas anuais do prefeito não esgota as atribuições dos Tribunais de Contas. Os arts. 71, II, e 75 asseguram o julgamento das contas de administradores. Também erra ao considerar falsa a terceira, contrariando essa competência e o entendimento do STF na ADI 1.964, e ao considerar falsa a quarta na leitura específica das contas de convênios federais.
B
Certa
B é o gabarito oficial informado, mas não há fundamento na base para considerar falsas todas as assertivas. A Constituição Federal dispõe: art. 31, § 1º: “O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver, vedada sua extinção, criação ou instalação.”; art. 31, § 2º: “O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal.”; art. 71, VI: “VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município;”; e art. 75, caput: “Os Tribunais de Contas são instituições permanentes, essenciais ao exercício do controle externo, e as normas estabelecidas nesta Seção aplicam-se, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios, vedada sua extinção, criação ou instalação.” A competência de julgamento também está prevista no art. 71, II: “II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;”. Assim, a segunda assertiva é falsa: o parecer prévio sobre as contas anuais do prefeito não esgota as atribuições dos Tribunais de Contas. A terceira é verdadeira quanto ao julgamento das contas dos presidentes de Câmaras Municipais enquanto administradores, conforme também reconhecido pelo STF na ADI 1.964. A quarta é verdadeira na leitura restrita às contas dos recursos federais conveniados: o art. 71, VI, prevê sua fiscalização pelo TCU, e o julgamento dos responsáveis decorre do inciso II. O Tema 1287 do STF confirma que a responsabilização administrativa em tomada de contas especial por irregularidades em convênios interfederativos, quando identificada responsabilidade pessoal, não depende de posterior julgamento ou aprovação legislativa; isso não exclui toda fiscalização política municipal. A alternativa C é juridicamente compatível se a primeira assertiva for rejeitada por uma leitura institucional estrita de “órgão auxiliar”; a expressão também pode descrever auxílio funcional, sem implicar subordinação.
C
Errada
Embora não seja o gabarito oficial, a sequência F–F–V–V é juridicamente compatível com a leitura institucional estrita da primeira assertiva. O art. 31, § 1º, da Constituição Federal prevê auxílio à Câmara Municipal, mas auxílio funcional não significa integração ou subordinação institucional. Rejeitada a primeira assertiva nesse sentido, a segunda é falsa pela competência de julgamento dos administradores; a terceira é verdadeira pelos arts. 71, II, e 75 e pela ADI 1.964; e a quarta é verdadeira quanto às contas específicas de convênios federais. Não há fundamento na base para eliminar C categoricamente.
D
Errada
A sequência F–V–F–V considera verdadeira a afirmação de que o Tribunal de Contas apenas emite parecer prévio e falsa sua competência para julgar contas dos presidentes de Câmaras Municipais. Ambas as classificações contrariam os arts. 71, II, e 75 da Constituição Federal. A ADI 1.964 do STF preserva especificamente a competência do Tribunal de Contas para julgar as contas desses administradores.
E
Errada
A sequência V–V–V–V considera verdadeira a segunda assertiva, que nega competência própria de julgamento aos Tribunais de Contas. Essa negativa contraria os arts. 71, II, e 75 da Constituição Federal. O regime de parecer prévio do art. 31, § 2º, relativo às contas anuais do prefeito, não pode ser generalizado para todas as contas públicas municipais.
Pegadinha da questão
Confundir auxílio ao Legislativo com ausência de competência própria de julgamento e estender o regime de parecer prévio das contas anuais do prefeito às contas de administradores e de convênios federais. Há ambiguidade em “órgão auxiliar”: auxílio funcional não implica subordinação institucional. O enunciado também é formalmente inconsistente: primeiro solicita a opção errada e depois pede a sequência correta; a análise considera as sequências apresentadas nas alternativas. Esses pontos não sustentam a sequência oficial F–F–F–F.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique de quem são as contas: o parecer prévio sobre as contas anuais do prefeito não substitui o julgamento das contas de administradores, inclusive presidentes de Câmaras Municipais.
  • Separe auxílio funcional de vinculação institucional: colaborar com o controle externo da Câmara não elimina competências constitucionais próprias do Tribunal de Contas.
  • Em convênios federais, distinga fiscalização, prevista no art. 71, VI, de julgamento dos responsáveis, fundamentado no art. 71, II; não confunda essas contas específicas com as contas anuais do prefeito.
  • Confira cada posição da sequência: nesta base, a segunda assertiva é falsa e a terceira é verdadeira, o que impede sustentar juridicamente a sequência oficial.

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Comentários

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É pra marcar a opção errada ou a correta?

Pelo que entendi estavam todas certas e na hora de marcar inverte ou seja FFFF

Pelo que entendi estavam todas certas e na hora de marcar inverte ou seja FFFF

1. O Tribunal de Contas é órgão auxiliar da Câmara Municipal. FALSO

O Tribunal de Contas é um órgão independente, que atua na fiscalização da aplicação de recursos públicos. Ele não é um órgão auxiliar da Câmara Municipal, mas sim um órgão autônomo que realiza o controle externo da gestão pública.

2. Na condição de órgão auxiliar do Poder Legislativo Municipal, Tribunal de Contas não efetua julgamento de contas públicas, apenas emite parecer prévio. FALSO

O Tribunal de Contas não é órgão auxiliar do Poder Legislativo Municipal, como dito acima, é órgão independente. Além disso, o Tribunal de Contas pode efetuar o julgamento das contas públicas, não se limitando a emitir parecer prévio. O parecer prévio emitido por ele é uma recomendação, mas o julgamento pode ser realizado conforme a legislação.

3. A condição de órgão auxiliar do Poder Legislativo Municipal, não retira a competência dos Tribunais de Contas de julgar Presidentes de Câmaras Municipais. FALSO

Falsa. O Tribunal de Contas, como órgão independente, tem a competência de fiscalizar e julgar as contas dos gestores públicos, incluindo os Presidentes das Câmaras Municipais, sem ser subordinado ao Poder Legislativo. Portanto, a premissa de ser "órgão auxiliar" está incorreta.

4. Os recursos repassados pela União Federal aos Municípios, através de convênios, serão fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União, onde serão julgadas, não competindo à Câmara Municipal sua apreciação.

Verdadeira. FALSO

Quem fiscaliza recursos da União (ente), de fato, é o TCU, contudo, a Câmara Municipal pode fazer apreciação, limitando-se a isso, sem fazer julgamento (que é competência do TCU, já que o recurso é da União).

GABARITO: FFFF (Item B para os não assinantes).

Tribunal de contas não é um órgão auxiliar do poder executivo municipal é nem do legislativo.

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