O controle de helmintos parasitas em animais domésticos pra...
O controle de helmintos parasitas em animais domésticos praticamente se baseia no uso de drogas antihelmínticas, administradas como quimioterapia ou como quimioprofilaxia. Sobre um anti-helmíntico ideal, este deve apresentar as seguintes propriedades:
I. Ser tóxico ao hospedeiro.
II. Ser eficiente contra todos os estágios parasitários de uma determinada espécie.
III. Ser rapidamente metabolizado e excretado pelo hospedeiro.
IV. Ser facilmente administrado.
Estão CORRETOS:
Gabarito comentado
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Tema central: propriedades do anti-helmíntico ideal no controle de helmintos em animais domésticos. Em provas, “ideal” significa conjugar eficácia, segurança e viabilidade no campo.
Alternativa correta: C (II, III e IV)
Por quê?
II. Eficiente contra todos os estágios do parasita: quanto mais amplo o espectro intraespécie (larvas, adultos e, quando possível, efeito ovicida), menor a necessidade de retratamentos e menor a eliminação ambiental de ovos/larvas. Benzimidazóis têm atividade ovicida; lactonas macrocíclicas atuam bem em estágios larvais e adultos. Referência: Georgis’ Parasitology for Veterinarians (Bowman), WAAVP guidelines.
III. Rapidamente metabolizado e excretado: após alcançar concentrações terapêuticas eficazes, a eliminação rápida reduz resíduos em carne/leite e o impacto ambiental, encurtando o período de carência e aumentando a segurança alimentar (Codex Alimentarius/FAO/WHO). O ideal equilibra “tempo suficiente para curar” com “eliminação ágil” para segurança.
IV. Facilmente administrado: dose simples, formulações palatáveis (oral), pour-on ou injetáveis, estabilidade no campo e custo acessível favorecem adesão e cobertura do rebanho. Isso é ponto chave em programas de quimioprofilaxia.
Por que as demais alternativas estão erradas?
A (I e II), B (I e III) e D (I, III e IV) falham por incluir o item I. Um anti-helmíntico não deve ser tóxico ao hospedeiro; o desejável é alta seletividade e ampla margem terapêutica. Ex.: lactonas macrocíclicas atuam em canais de cloro glutamato-dependentes ausentes em mamíferos; benzimidazóis ligam-se preferencialmente à beta-tubulina do parasita. Diretrizes WAAVP e textos padrão enfatizam segurança clínica e baixa toxicidade.
Pegadinhas e estratégia de prova
- Palavra-chave “ideal”: admite absolutismos como “todos os estágios”. Na vida real, poucos fármacos atingem isso; mas para “ideal”, está correto.
- “Rapidamente metabolizado” pode confundir: não significa meia-vida curtíssima antes do efeito, e sim eliminação ágil após eficácia para reduzir resíduos e período de carência.
- Desconfie de enunciados que proponham “tóxico ao hospedeiro”. Em farmacologia veterinária, busque sempre “seletividade e segurança”.
Referências essenciais: Georgis’ Parasitology for Veterinarians (Bowman, 11ª ed.); WAAVP Guidelines for evaluating the efficacy of anthelmintics; Codex Alimentarius (FAO/WHO) sobre limites máximos de resíduos; capítulos de antiparasitários em farmacopeias veterinárias e revisões UpToDate sobre princípios de terapia antiparasitária.
Dica prática: ao comparar opções, priorize “eficácia ampla”, “segurança do hospedeiro”, “facilidade de uso” e “baixa persistência de resíduos”. Essas quatro ideias resolvem a maioria das questões de anti-helmínticos.
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