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Q1393071 Medicina
Para portador de pancreatite aguda grave, com extensa necrose do parênquima, sem sinais de infecção secundária, internado há seis dias, que evolui mal, com acentuada deterioração clínica a despeito de terapêutica otimizada, discute-se a possibilidade de tratamento cirúrgico. Nessa situação, o melhor momento para adoção da conduta seria
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Tema central: Pancreatite aguda grave com necrose pancreática extensa, sem infecção secundária, é uma condição crítica que exige manejo clínico criterioso. O timing da intervenção cirúrgica (necrosectomia) é fator determinante para prognóstico e sobrevida.

Justificativa da alternativa correta (D): Intervenção cirúrgica precipitada eleva complicações, morbidade e mortalidade. A partir da 4ª semana, ocorre a organização da necrose e formação de cápsula fibrosa (necrose murada). Isso delimita o tecido necrótico, tornando a necrosectomia mais segura e eficaz, conforme consenso do American College of Gastroenterology: “A drenagem e a necrosectomia devem ser postergadas por mais de 4 semanas em pacientes estáveis, para a liquefação e muralhação da necrose” (Manuais MSD, 2013).

Análise das alternativas incorretas:

A) Necrosectomia imediata: Errado. Antes da muralhação, o tecido necrótico está mal delimitado, aumentando risco de sangramento e fístulas. As diretrizes orientam evitar abordagem precoce em ausência de infecção (Anais CBC 2022).

B) Necrosectomia ao redor do 10º dia: Errado. Insuficiente para organização da necrose. Intervenção antes de 4 semanas não reduz complicações e pode piorar o quadro.

C) Necrosectomia apenas na vigência de infecção secundária: Errado. Embora a infecção seja a principal indicação absoluta, deterioração clínica refratária mesmo sem infecção pode indicar intervenção, desde que no momento apropriado (normalmente após 4 semanas).

E) Necrosectomia postergada: Incompleta. O termo é correto, porém genérico. O importante é saber quanto postergar – e as diretrizes recomendam postergar até, idealmente, a 4ª semana.

Estratégia de prova e pegadinha: Atenção a palavras-chave como “imediato”, “apenas se”, e prazos vagos (“postergada”). Muitas bancas tentam confundir através de respostas amplas ou sem precisão temporal.

Resumo clínico: A espera das 4 semanas, salvo exceções como infecção ou colapso clínico, é fundamentada em evidências sólidas (UpToDate, Manuais MSD), e reduz complicações. A abordagem step-up moderniza condutas e deve ser lembrada.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D: necrosectomia a partir da 4ª semana de evolução. Para pacientes com pancreatite aguda grave e extensa necrose do parênquima, a necrosectomia cirúrgica é uma opção terapêutica. No entanto, é importante aguardar o tempo adequado para a realização do procedimento, que é após a formação de uma cápsula de tecido de granulação em torno da área necrótica, o que geralmente ocorre após 4 semanas de evolução. Isso permite uma dissecção mais fácil e segura dos tecidos necróticos, além de reduzir o risco de complicações, como sangramento e infecção. A necrosectomia precoce ou postergada pode gerar complicações e aumentar a morbimortalidade do paciente.

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