A úlcera corneana em escudo e o pseudogerontoxon são sinais...

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Q4195008 Medicina
A úlcera corneana em escudo e o pseudogerontoxon são sinais que podem ser encontrados
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A presença conjunta de úlcera corneana em escudo e pseudogerontoxon é achado clássico da ceratoconjuntivite vernal, quadro de inflamação alérgica ocular crônica/intensa com comprometimento corneano; por isso, entre as alternativas, essa é a condição correta.

Tema central: Ceratoconjuntivite vernal
Análise das alternativas
A
Errada
Conjuntivite bacteriana aguda é um quadro infeccioso cuja semiologia típica inclui hiperemia conjuntival, secreção mucopurulenta e desconforto ocular. A associação entre úlcera em escudo e pseudogerontoxon não caracteriza esse diagnóstico. A confusão possível é tomar qualquer lesão corneana por infecção bacteriana, mas úlcera em escudo é entidade distinta e típica de alergia ocular grave/crônica.
B
Errada
No tracoma, o padrão diagnóstico é outro: folículos tarsais, pannus, cicatrização conjuntival, linha de Arlt, entrópio e triquíase. Embora possa haver acometimento corneano crônico, ele decorre de pannus e abrasão crônica, não da combinação típica de úlcera em escudo com pseudogerontoxon. Isso afasta o tracoma por confronto semiológico direto.
C
Certa
A ceratoconjuntivite vernal é a única alternativa que reúne de forma clássica os dois achados do enunciado. Nessa doença há inflamação alérgica crônica da superfície ocular, podendo ocorrer complicações corneanas típicas como ceratopatia punctata, macroerosões e úlcera em escudo; o pseudogerontoxon também é descrito em casos crônicos. Portanto, o acerto depende de reconhecer essa associação específica de sinais corneanos.
D
Errada
Conjuntivite neonatal tem etiopatogenia infecciosa ou química, como gonococo, clamídia ou irritação química. O quadro é definido por contexto neonatal e inflamação conjuntival desse mecanismo, não por sinais corneanos clássicos de doença alérgica ocular crônica como úlcera em escudo e pseudogerontoxon.
E
Errada
A conjuntivite papilar gigante pode gerar dúvida porque também cursa com papilas, mas sua fisiopatologia é mecânico-inflamatória, frequentemente associada a lente de contato, corpo estranho, prótese ou sutura. Ela não tem como achados típicos a úlcera em escudo e o pseudogerontoxon. O detalhe decisivo é que papilas isoladamente não bastam; os sinais corneanos do enunciado favorecem especificamente a forma vernal.
Pegadinha da questão
A banca explora a semelhança superficial entre ceratoconjuntivite vernal e conjuntivite papilar gigante por ambas poderem ter papilas; o desempate real está nos achados corneanos clássicos, especialmente a úlcera em escudo.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a alternativa trouxer úlcera em escudo, pense em comprometimento corneano típico da ceratoconjuntivite vernal, não em úlcera infecciosa comum.
  • Se a questão associar pseudogerontoxon a inflamação ocular alérgica crônica, a hipótese favorecida é ceratoconjuntivite vernal.
  • Diferencie doenças com papilas pelo mecanismo e pelos achados corneanos: na vernal há padrão alérgico crônico com lesão corneana típica; na papilar gigante predomina reação mecânico-inflamatória sem essa associação clássica.
  • Em diferenciais de conjuntivites crônicas, confronte o padrão semiológico específico: tracoma é folicular e cicatricial; bacteriana aguda e neonatal são infecciosas; vernal é a que classicamente reúne os sinais do enunciado.

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