O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Novos Caminhos no Tratamento de Tumores
Desafiadores: Destaques do Congresso Europeu de
Oncologia
A ciência segue avançando em busca de novas
respostas contra o câncer, especialmente em tumores
mais agressivos, que ainda desafiam os tratamentos
tradicionais. Durante o Congresso Europeu de Oncologia
(ESMO 2025), realizado em Berlim, pesquisadores de
todo o mundo apresentaram resultados que trazem
esperança para pacientes com câncer de pâncreas e
tumores cerebrais, doenças conhecidas por seu
comportamento difícil e ainda poucas opções
terapêuticas eficazes.
Pesquisadores apresentaram em Berlim resultados
animadores com novas drogas que bloqueiam uma
mutação chamada KRAS, a mais comum nesse tipo de
tumor e responsável por cerca de metade dos casos de
câncer de pâncreas. Essa mutação está ligada ao
crescimento mais rápido do câncer, à maior capacidade
de invasão e à formação de metástases.
As novas medicações, conhecidas como drogas
anti-KRAS, foram testadas em pacientes que já haviam
passado por outros tratamentos e mostraram resultados
promissores, com o controle da doença e redução do
tamanho do tumor em boa parte dos casos.
Os resultados mostraram que aproximadamente metade
das pacientes apresentou redução significativa do tumor,
com boa tolerância ao tratamento. Embora o estudo
ainda esteja em fase inicial, o achado representa um
passo importante, já que aponta a possibilidade de uma
terapia personalizada, direcionada ao perfil genético do
tumor. É um avanço muito relevante em um campo onde
as opções ainda são limitadas e cada novo passo pode
significar mais tempo e qualidade de vida para os
pacientes.
Outra área de destaque no congresso foi o estudo de
cânceres cerebrais, os gliomas de alto grau ou
glioblastomas. Esses tumores têm opções de tratamento,
mas elas costumam trazer resultados modestos e o risco
de recidiva é alto.
Uma das pesquisas mais comentadas trouxe uma nova
estratégia com células CAR-T, tipo de imunoterapia
celular já utilizada com sucesso em leucemias, linfomas
e mielomas. Agora, essa técnica foi testada em tumores
sólidos do cérebro.
O estudo, conduzido por um grupo de pesquisadores
coreanos, incluiu 10 pacientes com glioblastoma
recorrente, que receberam uma injeção de células
CAR-T diretamente dentro do tumor. Os resultados foram
animadores: 70% dos indivíduos tiveram controle da
doença, e três apresentaram redução significativa do
tumor, com resposta duradoura.