As disputas territoriais internacionais revelam tensões geop...
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Alternativa correta: A
Tema central: A questão aborda disputas territoriais internacionais, um dos tópicos mais importantes da Geografia Política. Compreender esses conflitos exige conhecimento das causas históricas, estratégicas e identitárias que envolvem diferentes regiões do mundo.
Disputas territoriais indicam quando dois ou mais países reivindicam a soberania sobre a mesma área. Essas situações costumam gerar tensões diplomáticas, conflitos armados ou negociações, sendo frequentemente relatadas em provas de concursos.
Resumo teórico: Segundo o Manual de Geopolítica de Yves Lacoste e órgãos como ONU, exemplos clássicos envolvem: Taiwan (reivindicado pela China); Caxemira (disputada entre Índia, Paquistão e China); Crimeia (anexada pela Rússia, mas não reconhecida amplamente); Saara Ocidental (reivindicado pelo Marrocos); e Palestina (com reconhecimento limitado).
Justificativa da alternativa A:
Taiwan possui governo, moeda, economia e sistema político próprios, funcionando de fato como um país independente. No entanto, a China considera Taiwan uma província rebelde e pressiona outros países a não reconhecerem oficialmente sua independência. Esta é uma das disputas territoriais mais relevantes atualmente, conforme destacado em diversas fontes como The Economist e relatórios da ONU.
Por que as demais alternativas estão erradas?
- B: Caxemira não é zona neutra. Pelo contrário, há sérias tensões militares entre Índia e Paquistão, com episódios frequentes de confrontos.
- C: A anexação da Crimeia pela Rússia não foi amplamente reconhecida e é condenada por grande parte da comunidade internacional, incluindo a ONU.
- D: O Saara Ocidental não é amplamente reconhecido como país soberano e sua situação permanece indefinida, com disputa entre a Frente Polisário e o Marrocos.
- E: A Palestina não é membro pleno da ONU e não exerce soberania irrestrita sobre Cisjordânia e Gaza, pois há controle israelense em diversas áreas.
Dica de interpretação: Atenção a palavras absolutas como "sem objeções", "amplamente aceito", "membro pleno", pois geralmente indicam pegadinhas. Compare as informações do enunciado com fatos atuais e fuja de alternativas que simplificam ou distorcem realidades complexas.
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A alternativa correta é a A. Taiwan possui governo e economia autônomos, mas a China considera a ilha parte do seu território, defendendo a política de “Uma só China”.
Vamos analisar as demais alternativas:
Alternativa B — Incorreta: A Caxemira não é zona neutra e sim uma área de disputa intensa entre Índia e Paquistão (e parcialmente China), com conflitos armados recentes e presença militar significativa.
Alternativa C — Incorreta: A Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014, mas o referendo realizado não foi reconhecido pela maior parte da comunidade internacional, sendo considerado ilegal por órgãos como a ONU.
Alternativa D — Incorreta: O Saara Ocidental não é reconhecido amplamente como país soberano; é uma área em disputa entre o Marrocos e a Frente Polisário, com reconhecimento limitado e impasses diplomáticos.
Alternativa E — Incorreta: A Palestina não é membro pleno da ONU (possui status de Estado observador não membro) e não exerce soberania plena sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza devido à ocupação e controle israelense.
GABARITO A
Na prática (de fato), Taiwan funciona como um país independente: possui seu próprio presidente, parlamento, forças armadas, moeda (o dólar taiwanês), passaporte e uma economia multibilionária focada na produção dos chips e semicondutores mais avançados do mundo.
No entanto, juridicamente (de direito), a China continental considera Taiwan uma província rebelde e parte inalienável do seu território (Política de Uma Só China), ameaçando usar a força militar caso a ilha declare independência formal.
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