As disputas territoriais internacionais revelam tensões geop...

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Q3503817 Geografia
As disputas territoriais internacionais revelam tensões geopolíticas profundas, influenciadas por fatores históricos, estratégicos e identitários. Considerando os principais territórios em disputa na atualidade, indique a opção correta.
Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central: A questão aborda disputas territoriais internacionais, um dos tópicos mais importantes da Geografia Política. Compreender esses conflitos exige conhecimento das causas históricas, estratégicas e identitárias que envolvem diferentes regiões do mundo.

Disputas territoriais indicam quando dois ou mais países reivindicam a soberania sobre a mesma área. Essas situações costumam gerar tensões diplomáticas, conflitos armados ou negociações, sendo frequentemente relatadas em provas de concursos.

Resumo teórico: Segundo o Manual de Geopolítica de Yves Lacoste e órgãos como ONU, exemplos clássicos envolvem: Taiwan (reivindicado pela China); Caxemira (disputada entre Índia, Paquistão e China); Crimeia (anexada pela Rússia, mas não reconhecida amplamente); Saara Ocidental (reivindicado pelo Marrocos); e Palestina (com reconhecimento limitado).

Justificativa da alternativa A:

Taiwan possui governo, moeda, economia e sistema político próprios, funcionando de fato como um país independente. No entanto, a China considera Taiwan uma província rebelde e pressiona outros países a não reconhecerem oficialmente sua independência. Esta é uma das disputas territoriais mais relevantes atualmente, conforme destacado em diversas fontes como The Economist e relatórios da ONU.

Por que as demais alternativas estão erradas?

  • B: Caxemira não é zona neutra. Pelo contrário, há sérias tensões militares entre Índia e Paquistão, com episódios frequentes de confrontos.
  • C: A anexação da Crimeia pela Rússia não foi amplamente reconhecida e é condenada por grande parte da comunidade internacional, incluindo a ONU.
  • D: O Saara Ocidental não é amplamente reconhecido como país soberano e sua situação permanece indefinida, com disputa entre a Frente Polisário e o Marrocos.
  • E: A Palestina não é membro pleno da ONU e não exerce soberania irrestrita sobre Cisjordânia e Gaza, pois há controle israelense em diversas áreas.

Dica de interpretação: Atenção a palavras absolutas como "sem objeções", "amplamente aceito", "membro pleno", pois geralmente indicam pegadinhas. Compare as informações do enunciado com fatos atuais e fuja de alternativas que simplificam ou distorcem realidades complexas.

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Comentários

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A alternativa correta é a A. Taiwan possui governo e economia autônomos, mas a China considera a ilha parte do seu território, defendendo a política de “Uma só China”.

Vamos analisar as demais alternativas:

Alternativa B — Incorreta: A Caxemira não é zona neutra e sim uma área de disputa intensa entre Índia e Paquistão (e parcialmente China), com conflitos armados recentes e presença militar significativa.

Alternativa C — Incorreta: A Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014, mas o referendo realizado não foi reconhecido pela maior parte da comunidade internacional, sendo considerado ilegal por órgãos como a ONU.

Alternativa D — Incorreta: O Saara Ocidental não é reconhecido amplamente como país soberano; é uma área em disputa entre o Marrocos e a Frente Polisário, com reconhecimento limitado e impasses diplomáticos.

Alternativa E — Incorreta: A Palestina não é membro pleno da ONU (possui status de Estado observador não membro) e não exerce soberania plena sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza devido à ocupação e controle israelense.

GABARITO A

Na prática (de fato), Taiwan funciona como um país independente: possui seu próprio presidente, parlamento, forças armadas, moeda (o dólar taiwanês), passaporte e uma economia multibilionária focada na produção dos chips e semicondutores mais avançados do mundo.

No entanto, juridicamente (de direito), a China continental considera Taiwan uma província rebelde e parte inalienável do seu território (Política de Uma Só China), ameaçando usar a força militar caso a ilha declare independência formal.

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