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O monitoramento da balneabilidade no litoral de Santa Catar...

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Q3840131 Engenharia Ambiental e Sanitária
O monitoramento da balneabilidade no litoral de Santa Catarina é realizado de forma sistemática pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), seguindo critérios estabelecidos em resolução do CONAMA nº 274/2000. A avaliação baseia-se na análise microbiológica da água do mar, especialmente pela quantificação de Escherichia coli , aliada a aspectos ambientais que podem influenciar a variabilidade da qualidade da água.

A classificação da água como própria ou imprópria considera séries temporais de amostras coletadas no mesmo ponto, bem como condições ambientais observadas no momento da coleta.

Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir:

I.A utilização da Escherichia coli como indicador de balneabilidade está relacionada à sua associação com contaminação fecal recente, sendo um parâmetro indireto de risco à saúde humana.
II.A classificação da água como própria depende da análise estatística de um conjunto de amostras coletadas ao longo de cinco semanas consecutivas, não sendo suficiente a avaliação isolada de um único resultado, salvo situações excepcionais previstas na norma.
III.A superação do limite de 800 Escherichia coli por 100 mL em mais de 20% das amostras caracteriza condição imprópria apenas quando acompanhada de fatores agravantes, como chuvas intensas ou maré desfavorável.
IV.A consideração de parâmetros como pluviosidade, maré e temperatura tem caráter exclusivamente interpretativo, não interferindo nos critérios objetivos de classificação da água quanto à balneabilidade.

É correto o que se afirma em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O decisivo era a leitura da Resolução CONAMA nº 274/2000: a classificação de balneabilidade segue a série de cinco semanas, e não um resultado isolado.

Tema central: Critérios de balneabilidade
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inclui III e IV. A III contraria a norma ao exigir fatores agravantes para caracterizar impropriedade quando há superação do critério microbiológico em mais de 20% das amostras; isso, por si só, já basta. A IV também erra porque a resolução admite hipóteses de impropriedade fundadas em ocorrências e condições ambientais, de modo que esses fatores não são exclusivamente interpretativos.
B
Certa
A alternativa B está certa porque reúne as duas afirmativas compatíveis com a base normativa e técnica. A I está de acordo com a função sanitária da E. coli como indicador de contaminação fecal recente e parâmetro indireto de risco à saúde, sem significar medição direta de todos os patógenos. A II reproduz a lógica da Resolução CONAMA nº 274/2000: a condição de água própria é aferida por um conjunto de amostras obtidas nas cinco semanas anteriores, no mesmo local, não bastando um resultado isolado, ressalvada a hipótese excepcional de impropriedade pela última amostragem muito elevada.
C
Errada
Está errada porque exclui a afirmativa I, que é tecnicamente compatível com a base: E. coli é usada como indicador de poluição fecal recente e como parâmetro indireto de risco sanitário.
D
Errada
Está errada porque considera III e IV verdadeiras. A III acrescenta uma condição que a norma não exige: chuva, maré ou outro agravante não são requisito para a impropriedade quando o critério microbiológico não é atendido. A IV nega efeito classificatório a fatores ambientais, mas a resolução admite impropriedade também por outras ocorrências além do resultado microbiológico.
E
Errada
Está errada porque toma como corretas justamente III e IV, que contrariam a resolução, e ainda exclui I e II, que são as afirmativas sustentadas pela base normativa e técnica.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi dupla: tratar o limite de 800 E. coli/100 mL como se dependesse de agravantes ambientais para gerar impropriedade e reduzir os fatores ambientais a mero apoio interpretativo, quando a resolução admite impropriedade também por essas ocorrências.
Dica para questões semelhantes
  • Em balneabilidade, verifique primeiro se a norma trabalha com série histórica de amostras ou com resultado isolado; aqui, o padrão é a série de cinco semanas.
  • Se a afirmativa exigir condição extra não prevista na norma para caracterizar impropriedade, a tendência é estar errada.
  • Diferencie indicador microbiológico de medição direta de patógenos: E. coli sustenta inferência sanitária indireta.
  • Não trate fatores ambientais como sempre neutros para a classificação; a base admite hipóteses de impropriedade também por ocorrências não microbiológicas.

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