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Em conformidade com PERRENOUD, sobre o relacionamento com a...

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Q1825381 Pedagogia
Em conformidade com PERRENOUD, sobre o relacionamento com as famílias dos alunos, analisar a sentença abaixo:
O fato de o dever de informar e de envolver os pais agora fazer parte das atribuições dos professores e requerer competências correspondentes não deveria fazer com que se esquecessem de que o direito à informação e à consulta não apaga a obrigação escolar, o que, de certo modo, é uma maneira moderna de torná-la tolerável, aceitável para pais igualmente escolarizados, os quais recusam que seu filho seja instruído ou educado sem serem consultados (1ª parte). O diálogo com os pais, antes de ser um problema de identidade, é uma questão de competências. Envolver os pais na construção dos saberes se limita a convidá-los a desempenharem seu papel no controle do trabalho escolar e a manterem, nas crianças, uma “motivação” para levar a escola a sério, a fim de aprender (2ª parte). O correto, para uma reunião com os pais, é convocá-los autoritariamente e tratá-los como acusados no tribunal, para que, assim, o diálogo não seja de igual para igual (3ª parte).
A sentença está:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era confrontar as partes 2ª e 3ª com o texto de Perrenoud, que rejeita a redução do envolvimento dos pais ao mero controle escolar e também a postura autoritária nas reuniões.

Tema central: Relação escola-família
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a sentença não é totalmente correta. A 2ª parte contraria Perrenoud ao restringir o envolvimento dos pais na construção dos saberes, e a 3ª parte inverte frontalmente a orientação do autor sobre o diálogo com as famílias.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, segundo a base, apenas a 1ª parte é compatível com Perrenoud: o direito dos pais à informação e à consulta não elimina a obrigação escolar. As partes 2ª e 3ª não se sustentam, pois a 2ª reduz indevidamente o envolvimento dos pais na construção dos saberes e a 3ª apresenta como correto justamente o comportamento autoritário que o autor rejeita.
C
Errada
Está errada porque a 2ª parte não se sustenta. O ponto técnico decisivo é a expressão "se limita": para Perrenoud, envolver os pais na construção dos saberes não se reduz ao controle do trabalho escolar e à manutenção da motivação.
D
Errada
Está errada porque nem a 2ª nem a 3ª partes estão corretas. A 2ª reduz indevidamente o conceito de envolvimento dos pais, e a 3ª contradiz expressamente a exigência de diálogo de igual para igual.
E
Errada
Está errada porque a sentença não é totalmente incorreta. A 1ª parte é compatível com Perrenoud ao manter a obrigação escolar mesmo diante do direito dos pais à informação e à consulta.
Pegadinha da questão
A questão misturou uma 1ª parte compatível com o autor com duas adulterações: na 2ª, o termo restritivo "se limita" falseia a posição de Perrenoud; na 3ª, o enunciado apresenta como correto exatamente o comportamento autoritário que o autor rejeita.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a banca usar autor de referência, verifique se há palavra restritiva absoluta, como "se limita", porque ela pode distorcer uma ideia parcialmente verdadeira.
  • Em itens com partes numeradas, elimine primeiro os trechos frontalmente incompatíveis com a posição do autor; isso costuma definir a alternativa sem depender de reconstrução completa do texto.
  • Se o enunciado atribuir ao autor uma conduta oposta ao princípio que ele defende, trate isso como erro material do item, mesmo que o restante do trecho pareça plausível.

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Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

Fiquei intrigado com o trecho: Pais igualmente escolarizados!

me esclareçam se possível.

respondi letra E

O fato de o dever de informar e de envolver os pais agora fazer parte das atribuições dos professores e requerer competências correspondentes não deveria fazer com que se esquecessem de que o direito à informação e à consulta não apaga a obrigação escolar, o que, de certo modo, é uma maneira moderna de torná-la tolerável, aceitável para pais igualmente escolarizados, os quais recusam que seu filho seja instruído ou educado sem serem consultados (1ª parte).

 O diálogo com os pais, antes de ser um problema de identidade, é uma questão de competências. Envolver os pais na construção dos saberes se limita a convidá-los a desempenharem seu papel no controle do trabalho escolar e a manterem, nas crianças, uma “motivação” para levar a escola a sério, a fim de aprender (2ª parte).

 O correto, para uma reunião com os pais, é convocá-los autoritariamente e tratá-los como acusados no tribunal, para que, assim, o diálogo não seja de igual para igual (3ª parte).

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