Acerca da ação do cirurgião frente ao paciente em choque, an...
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão é o manejo do paciente em choque, especialmente quanto ao acesso venoso e arterial adequado em situações de emergência cirúrgica e intensiva. Compreender essas condutas é essencial para garantir suporte hemodinâmico eficaz e seguro.
Justificativa da alternativa correta (C – III e IV, apenas):
III: É fundamental nas situações de choque assegurar um acesso venoso seguro, permitindo administração rápida de fluidos, hemoderivados e fármacos vasoativos. Conforme o Protocolo de Suporte Avançado de Vida do Ministério da Saúde (p. 18), “a obtenção de acesso venoso periférico ou central deve ser prioridade em pacientes instáveis.” Isso é respaldado por obras como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e diretrizes de cuidados intensivos (Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva).
IV: A dissecção e canulação direta da veia safena magna é reconhecidamente rápida e viável, especialmente em choque profundo com colapso venoso periférico. Protocolos oficiais reconhecem essa técnica como alternativa válida quando outros acessos são difíceis (PCDT de Suporte Avançado de Vida, p. 18): “Dissecção venosa pode ser indicada em situações de extrema dificuldade para o acesso periférico convencional.”
Análise crítica das alternativas incorretas:
I: Apesar de ser verdadeira a preferência pela artéria radial para PAI devido à sua acessibilidade, o risco de isquemia pode ser subestimado, sendo normalmente citado como menor que 1%, especialmente com técnicas adequadas (UpToDate: Arterial catheterization for invasive blood pressure monitoring). O valor de 10% induz erro.
II: A avaliação da circulação colateral (teste de Allen) deve ser realizada em todos os pacientes, não apenas em idosos, antes da canulação da radial. A restrição da recomendação à população idosa está equivocada (Manual de Procedimentos em Terapia Intensiva, AMIB).
Dicas de prova e possíveis pegadinhas:
Atente-se a recomendações restritivas (“em pacientes idosos”) e valores numéricos generalizantes (“menor que 10%”). Diretrizes costumam ser abrangentes e específicas; fique atento a termos como “sempre” e “apenas”, que podem indicar erro conceitual.
Resumo: As alternativas corretas (III e IV) estão alinhadas com as práticas clínicas e recomendações normativas atuais para o suporte ao paciente em choque. Dominar tais condutas é essencial para garantir segurança e agilidade no atendimento de emergência.
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