No trecho “Pirarucu bem que tentou escapar, mas um relâmpago...
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A lenda do Pirarucu, o peixe que um dia foi guerreiro Uiá
Diz a lenda que Pirarucu era um jovem e bravo guerreiro da tribo dos Uiá que, mesmo sendo filho do chefe Pindarô, um homem bom e generoso, Pirarucu nasceu e se criou com um coração muito perverso.
Segundo o que se conta, Pirarucu não tinha jeito: vivia criticando os deuses e, quando seu pai descuidava, executava seus próprios irmãos de aldeia por razão nenhuma.
Cansado dos desatinos de Pirarucu, Tupã um dia convocou os poderes de Polo, o relâmpago, e de Iururaruaçu, a deusa das correntes, para puni-lo. Foi então que Pirarucu foi a maior de todas as tempestades, quando pescava às margens do Rio Tocantins.
Pirarucu bem que tentou escapar, mas um relâmpago fulminante o atingido no peito, e seu corpo, ainda vivo, foi levado para as profundezas do rio, onde se transformou no peixe que conhecemos hoje.
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Tema da questão: identificação do valor semântico de conjunção — conjunção coordenativa adversativa (“mas”). Campo: coesão e semântica.
Regra normativa aplicada: segundo a Gramática Normativa (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo), “mas” é conjunção coordenativa adversativa, empregada para oposição/contraste entre duas orações ou termos. Em períodos coordenados, usa-se vírgula antes de “mas”.
Estratégia para resolver: identifique o que vem antes e depois de “mas” e pergunte: a segunda parte contrasta a primeira? Faça o teste de substituição por “porém/contudo/entretanto”. Se o sentido se mantiver, trata-se de oposição.
Alternativa correta — D: Indicar uma oposição, um fato contrário.
No período do enunciado, a primeira oração traz uma ação/expectativa (tentativa de escapar); após “mas”, surge um acontecimento que frustra essa expectativa (o relâmpago o atinge). Esse contraste é típico de adversativa. A troca por “porém” confirma o valor semântico.
Por que as demais estão incorretas?
A — “Dar uma ordem”: ordem é modo imperativo (ex.: “Pare!”). “Mas” não expressa ordem; é conjunção de contraste.
B — “Indicar um lugar”: ideia de lugar é dada por advérbios locativos (aqui, ali, lá) ou locuções prepositivas (em, no, na...). “Mas” não é marcador locativo.
C — “Apresentar uma dúvida”: dúvida costuma ser expressa por advérbios ou locuções como “talvez”, “quiçá” ou por “se” em construções condicionais/dubitativas. “Mas” não tem valor de incerteza.
Observações úteis (pegadinhas de prova):
- Mas ≠ mais: “mas” (conjunção adversativa, sem acento) × “mais” (idéia de soma/intensidade). O VOLP registra a grafia “mas” sem acento.
- Pontuação: vírgula antes de “mas” em orações coordenadas adversativas (norma recomendada pelas gramáticas de referência).
- Sinônimos usuais no mesmo valor: porém, contudo, entretanto, no entanto. Trocar por um deles é um bom teste semântico.
Exemplo para fixar: “Ela se preparou muito, mas não conseguiu concluir a prova.” → Há expectativa (preparou-se) e fato contrário (não concluiu).
Gabarito: D
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Gabarito: D
CONJUNÇÕES ADVERSATIVAS
TOME NO COPO
TOdavia, Mas, Entretanto, NO entanto, COntudo, POrém.
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