Para responder às questões de números 6 a 8, considere o seg...
Plano Nacional de Mudanças Climáticas com metas para a
redução do desmatamento da Amazônia e, por consequência,
das emissões de gases do efeito estufa. O documento, porém,
deixa uma lacuna em relação às adaptações aos danos que
devem ser provocados pelo aquecimento global, mesmo se as
emissões fossem zeradas hoje. A opinião é de ambientalistas e
cientistas envolvidos com a questão.
Isso é reflexo de um problema fundamental: o Brasil
pouco conhece sua vulnerabilidade às alterações do clima. Com
base em uma série de estudos sabe-se, por exemplo, quanto a
temperatura deve subir em cada região, que a Amazônia pode
sofrer um processo de savanização e que a elevação do nível
do mar pode pôr em risco a cidade do Recife. Pesquisas
mostram também que várias culturas agrícolas devem ser
afetadas no país, em especial a de soja, e que a região Nordeste
será a mais afetada, com intensificação do processo de
desertificação e perdas significativas no PIB.
Mas ainda faltam dados regionalizados que possam
servir de instrumento para a criação de políticas de adaptação.
Item pouco estudado é o da precipitação de chuvas, necessário
para identificar a vulnerabilidade das cidades. Só com esses
dados será possível prever enchentes e seu impacto na infraestrutura
dos municípios, em sua economia e na saúde da
população. A secretária de Mudanças Climáticas do Ministério
do Meio Ambiente admite a falha. "A verdade é que, por muito
tempo, houve uma resistência em todo o mundo: discutir
adaptação era como jogar a toalha. Como se, ao admitir que vai
esquentar mesmo, estaríamos desistindo de atuar em mitigação.
Hoje não se pensa mais assim. Mitigação e adaptação são
complementares, mas isso é muito complexo quando não se
sabe direito o que vai ocorrer e onde. É um item mais fraco no
plano, porque o conhecimento das vulnerabilidades é menor."
(Adaptado de Marcio Silva. O Estado de S. Paulo, Especial H4,
5 de dezembro de 2008)
O segmento constitui, no texto,
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a função discursivo-textual explicativa da fala citada, que retoma a lacuna já indicada no texto e a justifica causalmente. A articulação entre “O documento, porém, deixa uma lacuna em relação às adaptações aos danos que devem ser provocados pelo aquecimento global [...] A secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente admite a falha. "A verdade é que, por muito tempo, houve uma resistência em todo o mundo: discutir adaptação era como jogar a toalha. [...] É um item mais fraco no plano, porque o conhecimento das vulnerabilidades é menor."” conduz ao gabarito A.
- Quando a pergunta pedir a função de um segmento, relacione-o ao que vem imediatamente antes e verifique se ele retoma, explica, conclui ou contradiz uma ideia anterior.
- Expressões como “admite a falha”, “por muito tempo” e “porque” são marcas fortes de explicação causal; elas ajudam a identificar justificativa, não negação.
- Não transforme previsões, riscos e possibilidades em fatos consumados; observe se o texto fala em ocorrência efetiva ou em projeção.
- Evite restringir o alcance do trecho a um exemplo mencionado antes; primeiro determine a função global do segmento no desenvolvimento do texto.
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Comentários
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Gabarito letra A.
Trata-se de uma justificativa.
"A verdade é que ..."
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