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Q3127249 Medicina
Qual medicação imunossupressora/imunomoduladora deve ser evitada para paciente com uveíte intermediária e flebite por esclerose múltipla?  
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Tema central: A questão aborda o manejo imunossupressor na uveíte intermediária associada à esclerose múltipla (EM). Exige conhecimento sobre contraindicações específicas de medicamentos imunomoduladores em quadros desmielinizantes. É fundamental reconhecer que certos fármacos, apesar de eficazes como imunossupressores, podem agravar doenças neurológicas desmielinizantes.

Justificativa para a alternativa correta – D) Adalimumabe:

O adalimumabe é um anticorpo monoclonal anti-TNF-α amplamente utilizado em várias doenças autoimunes. No entanto, essa classe de medicamentos é contraindicada em pacientes com EM, pois evidências científicas e advertências das bulas e diretrizes mostram que pode desencadear ou agravar patologias desmielinizantes.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Uveítes do Ministério da Saúde, na "Seção II - Contraindicações Relativas Dos Imunobiológicos": “A utilização de adalimumabe é contraindicada para pacientes com doença neurológica desmielinizante ativa ou em remissão, como esclerose múltipla…”

Além disso, segundo o Relatório CONITEC sobre medicamentos biológicos, há o alerta: “Eventos neurológicos com antagonistas de TNF, incluindo adalimumabe, foram associados em raros casos com nova manifestação ou exacerbação de sintomas clínicos... de doença desmielinizante, incluindo esclerose múltipla.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Prednisona: Corticosteroide de uso seguro e habitual em uveítes e, inclusive, em surto de EM.

B) Micofenolato mofetil: Imunossupressor utilizado em uveítes não contraindicado na EM.

C) Fingolimod: Embora possa ser imunomodulador oftalmológico, é terapia aprovada para EM, podendo inclusive ser benéfico nesses pacientes.

E) Metotrexate: Outro imunossupressor com histórico de uso seguro em doenças autoimunes oculares associadas à EM.

Dicas de prova:

Fique atento ao termo “deve ser evitada”. Busque nas alternativas imunobiológicos anti-TNF, notórios por potencial reação cruzada com quadros desmielinizantes. Pegadinhas frequentes incluem imunossupressores seguros em doenças neurológicas, como prednisona ou metotrexato, então evite descartá-los sem motivo.

Resumo prático: Em pacientes com uveíte intermediária + esclerose múltipla, anti-TNF-α (adalimumabe) é absolutamente contraindicado, pois pode piorar a doença neurológica.

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questão sobre medicação imunossupressora/imunomoduladora em uveíte intermediária e esclerose múltipla

alternativa correta: D Adalimumab.

justificativa

Adalimumab é um anticorpo monoclonal anti-TNFα utilizado no tratamento de doenças autoimunes inflamatórias. No entanto, ele deve ser evitado em pacientes com esclerose múltipla, pois pode aumentar o risco de efeitos adversos e complicações, incluindo infecções e exacerbações da doença neurológica. Além disso, o uso de anti-TNFα como adalimumab pode piorar a uveíte intermediária em alguns casos, exacerbando a inflamação ocular.

análise das demais alternativas

[A]: Prednisona. - A prednisona é um corticosteroide que pode ser utilizada para o tratamento de inflamações oculares, como uveíte intermediária, e também pode ser útil no manejo de esclerose múltipla.

[B]: Micofenolato mofetil. - O micofenolato mofetil é um imunossupressor usado no tratamento de doenças autoimunes, como uveíte, e pode ser considerado em pacientes com esclerose múltipla e uveíte intermediária.

[C]: Fingolimod. - Embora fingolimod seja um imunossupressor que deve ser usado com cautela em pacientes com esclerose múltipla devido a seus efeitos no sistema imunológico, ele não tem contra-indicação direta para uveíte intermediária.

[E]: Metotrexate. - O metotrexate é um medicamento que pode ser utilizado para tratar a uveíte intermediária e também é eficaz no controle de doenças autoimunes, como a esclerose múltipla.

resumo:

O adalimumab deve ser evitado em pacientes com esclerose múltipla e uveíte intermediária devido ao risco de exacerbação da doença neurológica e complicações oculares. As outras medicações são opções viáveis para o manejo dessas condições.

pontos chave

◊ Adalimumab, um anticorpo anti-TNFα, deve ser evitado em pacientes com esclerose múltipla devido ao risco de exacerbações.

◊ A prednisona, micofenolato mofetil, fingolimod e metotrexate podem ser opções terapêuticas apropriadas, dependendo do caso clínico.

◊ O manejo deve ser individualizado, levando em consideração as particularidades de cada paciente.

Na esclerose múltipla com uveíte intermediária e flebite (inflamação vascular ocular), o imunossupressor a ser evitado é o fingolimode (Gilenya), um agonista do receptor S1P que causa retenção linfocitária e piora de uveítes autoinflamatórias.�Razão FisiopatológicaFingolimode bloqueia efluxo linfocitário dos linfonodos, aumentando células pró-inflamatórias na circulação e tecidos oculares, exacerbando uveíte intermediária (pars planite) e flebite retiniana; relatos de agravamento ou recorrência durante uso.�

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