Na doença de Alzheimer, os sintomas neuropsiquiátricos (agi...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: E — Antipsicótico atípico na menor dose e menor tempo possível, após falha de medidas ambientais e exclusão de delirium, com reavaliações frequentes.
Tema central: manejo de sintomas neuropsiquiátricos (BPSD) na Doença de Alzheimer. Exige abordagem escalonada: primeiro não farmacológica e busca de gatilhos (dor, infecção, constipação, retenção urinária, privação de sono, mudanças ambientais). Medicamentos só quando há risco/sofrimento significativo e após excluir delirium.
Resumo teórico: Intervenções ambientais e psicoeducação do cuidador reduzem agitação e psicose. Se necessário, usar antipsicóticos atípicos (p.ex., risperidona, quetiapina, olanzapina, aripiprazol) em dose mínima eficaz e por curto período, com tentativa de taper após estabilização e monitorização de eventos adversos (AVC, sedação, hipotensão, sintomas extrapiramidais, mortalidade). Há black box warning para antipsicóticos em demência.
Fontes-chave: APA Practice Guideline on the Use of Antipsychotics in Dementia (2016); NICE NG97 Dementia (atualizações); AGS Beers Criteria 2023 (evitar antipsicóticos e benzodiazepínicos em idosos, salvo exceções, e sempre na menor dose/tempo).
Por que a E é correta: resume as boas práticas recomendadas pelas diretrizes: priorizar medidas não farmacológicas, excluir delirium, considerar antipsicótico atípico apenas quando o risco/sofrimento persistir, e fazer reavaliações frequentes com descontinuação assim que possível.
Por que as demais estão erradas:
A – Benzodiazepínico de longa ação diariamente: aumenta risco de quedas, confusão, delirium e desinibição paradoxal. Beers 2023 desaconselha uso crônico em idosos.
B – Haloperidol em altas doses e por tempo indefinido: maior risco de EPS, prolongamento de QT, mortalidade; se usado, deve ser por curto prazo e em dose baixa para agitação grave refratária, nunca manutenção.
C – Anticolinérgico para agressividade + donepezila: anticolinérgicos pioram cognição e podem precipitar delirium, além de antagonizar o efeito dos inibidores de colinesterase.
D – Suspender IChE para reduzir todos os sintomas comportamentais: a suspensão não reduz universalmente BPSD e pode piorar cognição e comportamento em alguns; decisão é individualizada.
Estratégia de prova:
- Procure os marcadores de conduta correta: “medidas não farmacológicas primeiro”, “excluir delirium”, “menor dose e menor tempo”, “reavaliações frequentes”.
- Desconfie de termos como “altas doses”, “uso diário crônico”, “manutenção indefinida” ou fármacos com perfil anticolinérgico.
- Lembre do aviso de caixa-preta dos antipsicóticos em demência e da recomendação Beers de evitar benzodiazepínicos crônicos.
Dica prática: antes de medicar, trate dor, infecção, constipação, privação de sono, ajuste ruído/iluminação e treine o cuidador. Se usar antipsicótico, documente risco/benefício e reavalie em 2–4 semanas para reduzir ou suspender.
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