No enfisema (DPOC com predomínio de destruição alveolar e h...

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Q3649715 Medicina
No enfisema (DPOC com predomínio de destruição alveolar e hiperinsuflação), a prevenção de exacerbações exige broncodilatação ótima e avaliação eosinofílica. Qual estratégia inicial é mais consistente com a evidência atual?
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Tema central: O enfoque desta questão é o manejo inicial do enfisema (DPOC com predomínio de destruição alveolar), visando prevenção de exacerbações com base nas diretrizes atuais.

Justificativa para a alternativa correta (A):

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da DPOC do Ministério da Saúde (2024, p. 45): “A combinação de broncodilatadores de longa ação (LAMA + LABA) é o tratamento inicial preferencial para sintomáticos, reservando o corticosteroide inalatório (ICS) para casos com eosinofilia (≥ 300 cél/μL) ou exacerbações frequentes.” Esta conduta é reforçada pelo manual da SBPT, que destaca que a dupla broncodilatação proporciona maior controle sintomático e reduz o risco de exacerbações na DPOC.

A adição do ICS só deve ocorrer se houver eosinofilia significativa ou histórico de múltiplas exacerbações, evitando o uso indiscriminado de corticosteroides inalatorios devido ao risco de pneumonia. Essa estratificação individualiza o tratamento e segue a melhor evidência, apontada também em revisões sistemáticas (UpToDate, 2024).

Análise das alternativas incorretas:

B) Monoterapia com corticosteroide inalatório pode aumentar o risco de infecção pulmonar e não é eficaz isoladamente em DPOC. Diretrizes desaconselham essa prática.

C) A teofilina não está indicada como base do tratamento por seu baixo índice terapêutico e risco de eventos adversos; broncodilatadores de longa ação são superiores.

D) O uso isolado de SABA (β2 de curta ação) limita-se ao alívio pontual de sintomas, sendo inadequado para prevenção de exacerbações, além de não reduzir mortalidade.

E) Antibioticoterapia macrolídea contínua se reserva a exceções (exacerbadores graves e selecionados), pois há risco de resistência e efeitos adversos. Não é recomendação geral.

Pontos-chave para provas:

Palavras ambíguas como “para todos” ou “em monoterapia” são armadilhas frequentes. Atente-se à individualização da conduta e contexto clínico! Valorize as combinações de broncodilatadores como terapia central.

Resumo:

Iniciar a dupla broncodilatação LAMA + LABA é a abordagem recomendada, considerando ICS apenas em exacerbações frequentes/eosinofilia elevada, conforme preconizado em protocolos nacionais e internacionais.

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