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Q1686786 Medicina

Um paciente de 37 anos de idade apresenta dor em fossa ilíaca esquerda de início há uma semana e piora progressiva. Refere, ainda, diarreia e episódios de febrícula. Relata história familiar de mãe e irmãos com cirurgias por causa de diverticulite complicada. No momento do exame físico, apresenta sinais vitais estáveis e dor difusa à palpação abdominal, pior em fossa ilíaca esquerda, e sem sinais de irritação peritoneal. O paciente é previamente hígido, nunca realizou cirurgias prévias, não tem alergias medicamentosas e não faz uso de medicações contínuas. Informa episódio de diverticulite aguda no passado, com tratamento conservador. A tomografia de abdome indica espessamento da parede do cólon sigmoide, sem coleções intra-abdominais, sem sinais de perfuração e diversos divertículos colônicos.


A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.


A ressonância magnética multislice é o exame padrão-outro para a avaliação da diverticulite aguda.

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O tema central desta questão é a avaliação diagnóstica da diverticulite aguda. A diverticulite é uma condição inflamatória que ocorre nos divertículos do cólon, sendo mais comum em adultos de meia-idade e idosos. O caso apresentado descreve um paciente com sintomas típicos, como dor em fossa ilíaca esquerda e febrícula, juntamente com um histórico familiar sugestivo.

O enunciado afirma que a ressonância magnética multislice é o exame padrão para a diverticulite aguda. Essa afirmação está errada (E), de acordo com o gabarito, e vamos entender o porquê.

Justificativa para a alternativa correta:

O exame de escolha para a avaliação da diverticulite aguda é a tomografia computadorizada (TC) de abdome. A TC é considerada o padrão-ouro porque permite visualizar com clareza o espessamento da parede intestinal, a presença de divertículos e a identificação de complicações, como abscessos e perfuração. Referências como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e diretrizes de prática clínica confirmam essa abordagem.

A ressonância magnética, embora útil em algumas situações, não é o exame de escolha inicial para a diverticulite aguda. É menos disponível, mais onerosa e não oferece vantagens significativas em relação à TC para este diagnóstico específico.

Análise das alternativas incorretas:

A alternativa "C" (certo) está incorreta porque a afirmação de que a ressonância magnética é o padrão para avaliação da diverticulite aguda não está de acordo com as práticas clínicas estabelecidas. A TC é superior em termos de diagnóstico de condições agudas abdominais devido à sua rapidez e eficácia na identificação de complicações.

Para evitar pegadinhas em futuras provas, lembre-se que nas condições abdominais agudas, a TC é frequentemente a primeira escolha devido à sua capacidade de fornecer um diagnóstico rápido e preciso.

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Comentários

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A afirmação está incorreta. A ressonância magnética multislice não é o exame padrão-ouro para avaliação de diverticulite aguda. Na verdade, o exame mais utilizado é a tomografia computadorizada (TC) de abdome, que pode avaliar a presença de inflamação, abscessos ou perfurações. Além disso, a TC pode ser usada para avaliar a resposta ao tratamento em pacientes com diverticulite aguda. A ressonância magnética pode ser útil em casos selecionados, como em pacientes com contraindicações para a TC ou para avaliar complicações específicas, como fístulas. No entanto, não é o exame de escolha para o diagnóstico de diverticulite aguda.

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