Mulher de 46 anos com doença de Parkinson há 5 anos faz uso...

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Q3367613 Medicina
Mulher de 46 anos com doença de Parkinson há 5 anos faz uso regular de carbidopa/levodopa (37,5/150 mg a cada 2 horas) e pramipexol (1 mg três vezes por dia). No pico previsto da levodopa, ela faz atividades quase normalmente, mas ainda tem discinesias generalizadas que ocasionalmente a incomodam. Cerca de 15 a 20 minutos antes de cada dose de levodopa, ela começa a notar o retorno do tremor e diminuição da coordenação nas mãos, bem como um arrasto ocasional da marcha. Cerca de 30 minutos após tomar a levodopa, ela começa a melhorar desses sintomas, mas doses adicionais não têm efeito relevante.
Nessa paciente, a melhor conduta é:
Alternativas

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Vamos analisar a questão apresentada, que envolve o manejo de uma paciente com doença de Parkinson. Essa condição neurológica é caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios dopaminérgicos, levando a sintomas motores como tremor, rigidez e bradicinesia.

No caso em questão, a paciente está sob tratamento com carbidopa/levodopa e pramipexol, mas apresenta flutuações motoras e discinesias. Isso indica que está enfrentando as chamadas flutuações "on-off", comuns em fases avançadas da doença, onde há oscilações entre períodos de boa mobilidade e períodos de imobilidade.

Alternativa correta: B - Encaminhar a paciente para avaliação de estimulação cerebral profunda.

Justificativa: A estimulação cerebral profunda (DBS) é uma opção terapêutica eficaz para pacientes com Parkinson que apresentam flutuações motoras e discinesias que não são adequadamente controladas com medicação. A DBS pode ajudar a suavizar essas flutuações e reduzir a necessidade de levodopa, melhorando a qualidade de vida. Essa intervenção é especialmente considerada quando as complicações motoras se tornam incapacitantes, apesar de um regime farmacológico otimizado.

Análise das alternativas incorretas:

A - Adicionar selegilina: A selegilina é um inibidor da MAO-B que pode ser usado para potencializar a dopamina endógena, mas não é eficaz para controlar flutuações motoras severas ou discinesias.

C - Trocar o pramipexol de liberação rápida pela formulação de liberação prolongada: Embora isso possa ajudar a estabilizar os níveis de dopamina, não resolve adequadamente flutuações motoras significativas e discinesias complexas.

D - Trocar a levodopa/carbidopa de liberação imediata pela formulação de liberação controlada: Essa modificação pode atrasar o início de ação da levodopa e não é indicada quando há flutuações motoras graves e discinesias.

E - Trocar a levodopa/carbidopa para Stalevo (levodopa/carbidopa + entacapona): Stalevo pode aumentar a duração do efeito da levodopa, mas não é suficiente para controlar flutuações motoras e discinesias incapacitantes em pacientes avançados.

Em resumo, a estimulação cerebral profunda é a melhor abordagem para essa paciente, considerando a complexidade e gravidade dos sintomas motores.

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