Mulher de 46 anos com doença de Parkinson há 5 anos faz uso...
Nessa paciente, a melhor conduta é:
Gabarito comentado
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Vamos analisar a questão apresentada, que envolve o manejo de uma paciente com doença de Parkinson. Essa condição neurológica é caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios dopaminérgicos, levando a sintomas motores como tremor, rigidez e bradicinesia.
No caso em questão, a paciente está sob tratamento com carbidopa/levodopa e pramipexol, mas apresenta flutuações motoras e discinesias. Isso indica que está enfrentando as chamadas flutuações "on-off", comuns em fases avançadas da doença, onde há oscilações entre períodos de boa mobilidade e períodos de imobilidade.
Alternativa correta: B - Encaminhar a paciente para avaliação de estimulação cerebral profunda.
Justificativa: A estimulação cerebral profunda (DBS) é uma opção terapêutica eficaz para pacientes com Parkinson que apresentam flutuações motoras e discinesias que não são adequadamente controladas com medicação. A DBS pode ajudar a suavizar essas flutuações e reduzir a necessidade de levodopa, melhorando a qualidade de vida. Essa intervenção é especialmente considerada quando as complicações motoras se tornam incapacitantes, apesar de um regime farmacológico otimizado.
Análise das alternativas incorretas:
A - Adicionar selegilina: A selegilina é um inibidor da MAO-B que pode ser usado para potencializar a dopamina endógena, mas não é eficaz para controlar flutuações motoras severas ou discinesias.
C - Trocar o pramipexol de liberação rápida pela formulação de liberação prolongada: Embora isso possa ajudar a estabilizar os níveis de dopamina, não resolve adequadamente flutuações motoras significativas e discinesias complexas.
D - Trocar a levodopa/carbidopa de liberação imediata pela formulação de liberação controlada: Essa modificação pode atrasar o início de ação da levodopa e não é indicada quando há flutuações motoras graves e discinesias.
E - Trocar a levodopa/carbidopa para Stalevo (levodopa/carbidopa + entacapona): Stalevo pode aumentar a duração do efeito da levodopa, mas não é suficiente para controlar flutuações motoras e discinesias incapacitantes em pacientes avançados.
Em resumo, a estimulação cerebral profunda é a melhor abordagem para essa paciente, considerando a complexidade e gravidade dos sintomas motores.
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