Homem de 32 anos relata quadro de 3 semanas de visão turva....

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Q3367610 Medicina
Homem de 32 anos relata quadro de 3 semanas de visão turva. Os achados do exame fundoscópico foram consistentes com panuveíte do lado direito. O teste de HIV é positivo, com uma contagem de células T CD4+ de 58 células/mm3 ; a carga viral é de 68.000 cópias/mL. O teste da reagina plasmática (VDRL) é positivo, com um título de 1:128. Não há cefaleia, déficits neurológicos ou alterações cognitivas.
O próximo melhor passo no tratamento desse paciente é:
Alternativas

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A questão apresentada aborda o manejo clínico de um paciente com HIV e panuveíte, com achados laboratoriais sugestivos de sífilis.

Tema central: O tema central desta questão é a investigação e manejo de sintomas oculares em pacientes imunocomprometidos, especialmente aqueles com coinfecção por sífilis e HIV. A situação clínica descrita remete a um possível caso de neurossífilis, dado o título elevado do VDRL e a imunossupressão significativa (contagem de CD4+ de 58 células/mm3).

Justificativa para a alternativa correta (C):

A punção lombar para análise do líquor é um passo crucial para confirmar ou descartar neurossífilis. Este procedimento permite a análise do VDRL no líquor, que é um critério diagnóstico importante para neurossífilis. Nos pacientes com HIV, especialmente com baixa contagem de CD4+, a possibilidade de neurossífilis deve ser considerada devido ao comprometimento do sistema nervoso central. As diretrizes recomendam que, em casos de suspeita de neurossífilis, a punção lombar seja realizada para guiar o tratamento adequado (Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate).

Análise das alternativas incorretas:

A - Indicar uma vitrectomia: A vitrectomia não é indicada nesta situação, pois o procedimento cirúrgico não ajuda a esclarecer o diagnóstico de neurossífilis ou a tratar a causa subjacente do quadro oculovisual.

B - Pedir mapeamento de retina para citomegalovirose: Embora a citomegalovirose possa causar retinite em pacientes com HIV, o quadro clínico e o teste VDRL positivo sugerem fortemente sífilis ocular. O mapeamento de retina não esclareceria o diagnóstico de neurossífilis.

D - Tratar com penicilina G intravenosa para sífilis ocular confirmada: Antes de iniciar o tratamento específico para neurossífilis, é necessário confirmar o diagnóstico com exame de líquor. Apenas o VDRL positivo no sangue não confirma neurossífilis.

E - Tratar com ceftriaxona ambulatorial como uma alternativa conveniente à penicilina: Embora a ceftriaxona possa ser usada como alternativa em alguns casos de sífilis, a confirmação de neurossífilis deve preceder a escolha do tratamento. A penicilina G intravenosa continua sendo o tratamento de escolha para neurossífilis.

Estratégia de resolução: Em provas, é crucial seguir um raciocínio clínico baseado em diretrizes. Diante de um paciente imunocomprometido com achados compatíveis com sífilis, a investigação da neurossífilis através da punção lombar é uma etapa essencial. Preste atenção a detalhes clínicos e resultados laboratoriais que possam guiar o diagnóstico.

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