Homem de 34 anos com diabetes mellitus apresenta quadro rece...

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Q3367605 Medicina
Homem de 34 anos com diabetes mellitus apresenta quadro recente de cefaleia, epistaxe e diminuição da visão. Três dias antes da apresentação, ele havia sido atendido na emergência, tendo iniciou o tratamento para sinusite bacteriana com amoxicilina/clavulonato. Todavia, apesar de tomar o antibiótico adequadamente, a cefaleia piorou. Ao exame físico: há proptose bilateral, e nota-se no palato uma lesão necrótica, de coloração escura (escara palatina). Exames séricos: glicemia: 450 mg/dL; hiato aniônico: 25 mEq/L; pH: 7,12; bicarbonato arterial: 14 mEq/L; leucograma: 16.109/mm3 .
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o tratamento antimicrobiano de primeira escolha é:
Alternativas

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No cenário apresentado, temos um homem de 34 anos com diabetes mellitus que apresenta sintomas sugestivos de uma infecção fúngica invasiva, especificamente uma mucormicose rinocerebral. Este diagnóstico é sugerido por:

  • Cefaleia intensa e piora dos sintomas mesmo com tratamento antibiótico adequado para sinusite.
  • Proptose bilateral e lesão necrótica no palato, típicos de infecção por fungos do gênero Mucor.
  • Exames laboratoriais indicam cetoacidose diabética (glicemia elevada, hiato aniônico aumentado, pH baixo e bicarbonato reduzido), uma condição que predispõe a mucormicose.

A mucormicose é uma infecção grave que requer tratamento imediato com antifúngicos, sendo a anfotericina B lipossomal a terapia de escolha devido à sua eficácia contra esses fungos e seu perfil de segurança comparado à forma convencional.

Justificativa para a alternativa correta (B - anfotericina B lipossomal): A anfotericina B lipossomal é indicada para tratar infecções fúngicas invasivas graves, como a mucormicose, pois oferece alta atividade antifúngica e menor toxicidade renal em comparação com a anfotericina B convencional.

Análise das alternativas incorretas:

  • A - anidulafungina: Este antifúngico é eficaz para Candida spp. e algumas infecções por Aspergillus, mas não é eficaz contra Mucor spp.
  • C - imipenem: É um antibiótico, não atua sobre fungos e, portanto, não é adequado para tratar mucormicose.
  • D - posaconazol: Embora seja uma opção em alguns casos de mucormicose, não é a primeira escolha para tratamento inicial em infecções graves.
  • E - vancomicina e piperacilina/tazobactam: São antibióticos e não têm eficácia contra infecções fúngicas como a mucormicose.

Para questões que envolvem identificação de infecções oportunistas, é crucial reconhecer as condições predisponentes, como o estado imunocomprometido, e os sinais clínicos típicos. A escolha correta do tratamento depende do conhecimento das características dos agentes patógenos envolvidos e das diretrizes terapêuticas atualizadas.

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